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14 de abr de 2015

ÁGUA, ALIMENTOS, VIDA SILVESTRE, QUALIDADE DE VIDA. PROGRAMA PRODUTOR DE ÁGUAS

Reproduzido de www.tnc.org.br

O crescimento do programa Produtor de Água da Bacia do Ribeirão Pipiripau chama a atenção dos envolvidos na iniciativa: de apenas dois produtores rurais no primeiro ano, 70 já aderiram ao projeto. Segundo o Relatório de diagnóstico socioambiental da bacia, realizado pelos parceiros do programa, a mesma ocupa uma área de 23.527 hectares, no nordeste do Distrito Federal, na divisa com Formosa (GO).

O Programa, desenvolvido pela Agência Nacional de Águas (ANA), tem como foco o estímulo à política de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que prevê a remuneração de produtores rurais que se comprometam a adotar práticas de recuperação de mananciais. Os benefícios provenientes desse compromisso ultrapassam as divisas de cada uma dessas propriedades, alcançando o restante da população que também utiliza a bacia. Ou seja, os produtores rurais que escolhem participar não estão gerando resultados conservacionistas positivos apenas para suas propriedades, mas também para boa parte da população. Nesta bacia concentram-se diversas atividades de interesse da sociedade, tais como produção de grãos, carne, frutas, além de abastecimento humano de água.
Segundo João Pedro Fernandes Melo, da Superintendência de Recursos Hídricos (SRH) da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (ADASA), “É importante salientar que os ganhos indiretos (plantio de mudas, cercas, estradas rurais, terraços, regularização ambiental, etc.) dos produtores são muito superiores aos ganhos diretos em moeda”.
E isso se prova no campo. Seu Rodinaldo, que aderiu ao projeto há pouco mais de um ano, afirma “Os benefícios a longo prazo são mais biodiversidade na minha própria chácara, mais qualidade de vida. O financeiro... quando você pensa muito no financeiro você esquece de viver, na minha opinião. Você vê uma ave voando, um animal ali, um mico, pássaros cantando - você tá ouvindo aqui! Esse é o maior benefício!”. Enquanto caminhávamos por sua propriedade para avaliar o trabalho que tinha sido realizado durante o primeiro ano de sua participação, Rodinaldo apontava satisfeito para árvores onde cobras tinham trocado de pele e besouros tinham marcado troncos.

A regularização ambiental também pesa na balança dos produtores. Seu Expedito, proprietário rural, reforça “Tem que fazer, tem que plantar. É lei”.

A área da bacia é, majoritariamente, rural e dependente de irrigação. Segundo a ANA, já foram registrados graves conflitos pela água na região, pois a quantidade e qualidade dos recursos hídricos não são suficientes para atendimento dos múltiplos usos demandados por seus usuários.

“O projeto veio beneficiar a todos que aderirem. A gente já sabe que precisa de mato, precisa de mata ciliar beirando o rio. Eu aderi por isso, não por causa do pagamento”, explica o produtor Carlos, que também participa do programa há menos de um ano.

Rodinaldo, Expedito e Carlos não se conhecem, mas juntos realizam um trabalho importantíssimo, não só para o meio ambiente, como para todas as pessoas que dele dependem.

Os parceiros do Programa Produtor de Água da Bacia do Ribeirão Pipiripau são os seguintes: Agência Reguladora de águas, Energia e Saneamento básico do Distrito Federal (ADASA), Agência Nacional de Águas (ANA), Ministério da Integração Nacional (MI), Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (SEAGRI-DF), Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal - Brasília Ambiental (IBRAM-DF), Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (CAESB), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (EMATER DF), Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil (FBB), Instituto de Conservação Ambiental The Nature Conservancy (TNC), WWF Brasil, Fundação Universidade de Brasília (FUB), Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (CN-SESI).

10 de abr de 2015

LEI PARA ENFRENTAR A TRAGÉDIA DE MILHÕES DE ANIMAIS MORTOS NAS ESTRADAS BRASILEIRAS: HÁ SEMPRE ESPERANÇA DE QUE LEI AMBIENTAL TRAGA SOLUÇÕES

Projeto de Lei quer reduzir atropelamento de animais

Nesta área de "confluência de propósitos" (digamos assim), da fundamentação científica, legislação ambiental e política ambiental, um componente imprescindível no nosso dia a dia de convivência com o nosso rico e precioso universo tropical biodiverso, é a educação. Nesta, particularmente na educação ambiental, há dois componentes essenciais: sensibilização e conscientização. 

Resta-nos, ou melhor, resta-me (talvez seja "problema ou limitação" particularmente minha), acreditar que mais uma lei, na nossa farta legislação ambiental venha, se não solucionar, pelo menos disciplinar o enfrentamento a essa tragédia de milhões de animais mortos nas estradas brasileiras. Certamente já é um começo para lidarmos com essa tragédia. 
Foto: bioretro.com.br
Foto: hojeemdia.com.br
Acesse também neste blog o link de "urubu mobile": 
http://ecologiaemfoco.blogspot.com.br/2013/09/atencao-viajantes-nas-rodovias.html

Texto que se segue: reproduzido de http://www.oeco.org.br/salada-verde/29051-projeto-de-lei-quer-reduzir-atropelamento-de-animais

O atropelamento de fauna é um problema ambiental sério e pouco difundido. Os números são assustadores e pulverizam a já estarrecedora estatística de mortos humanos nas estradas. Se, por acidente, morrem 43 mil pessoas por ano no Brasil, quando o assunto é fauna esse número sobe para 475 milhões de animais vertebrados, ou seja, cerca de 11 mil vezes maior.

Entretanto, não havia uma legislação apropriada para reduzir o problema. Por isso, em fevereiro, o deputado Ricardo Izar (PSD-SP) apresentou uma proposta que "dispõe sobre a adoção de medidas que assegurem a circulação segura de animais silvestres no território nacional, com a redução de acidentes envolvendo pessoas e animais nas estradas, rodovias e ferrovias brasileiras".

A proposta nasceu ano passado após Angela Kuczach, diretora-executiva da Rede Pró Unidades de Conservação, Aldem Bourscheit, do WWF-Brasil e Alex Bager, do CBEE (Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas) debaterem sobre as consequências do atropelamento de fauna e montarem um projeto. A ideia foi abraçado pelo deputado, que apresentou o Projeto de Lei 466/2015 no final de fevereiro. Ricardo Izar é presidente da Frente Parlamentar de Defesa dos Animais.

"A partir de agora há um caminho a ser percorrido dentro do Congresso, Audiência Pública, etc... e muito trabalho para ser feito sobre o Projeto de Lei", afirma Angela Kuczach. Segundo ela, o projeto foi construído sobre conceitos largos, pois os detalhes técnicos serão acrescentados durante as audiências públicas. O objetivo é amarrar o texto depois de ouvir as partes interessadas.

O projeto determina a criação de um cadastro nacional de acidentes com animais silvestres, além da fiscalização e monitoramento constante nas áreas de maior incidência desses atropelamentos e implementação de medidas que auxiliem a travessia da fauna silvestre, tais como: instalação de sinalização e redutores de velocidade,
passagens aéreas ou subterrâneas, passarelas, pontes, cercas e refletores.

Atualmente o projeto está em apreciação pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados. O site Avaaz abriu uma petição para fazer pressão em prol do projeto de lei.

6 de abr de 2015

FOGO EM SANTOS!!! COMO SERÁ QUE AS EMPRESAS BRASILEIRAS APLICAM "APP E HAZOP"???

Muitas notícias ainda fluirão sobre este "acidente" na empresa Ultracargo, que armazena combustível, em Santos, SP,  como esta divulgada no Estadão (6/abril/2015). O fogo teve início na manhã do dia 2/abril/2015? Acesse o link:
http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,empresa-detecta-contaminacao-de-agua-em-decorrencia-de-incendio-em-santos,1663990

Foto: noticias.uol.com.br

Nesta oportunidade é bom revermos o sistema APP - ANÁLISE PRELIMINAR DE PERIGO e HAZOP -  ESTUDO DE PERIGO E OPERABILIDADE. Para isso é muito útil um bom artigo, como este, da Profa. Lais de Alencar Aguiar:

https://www.dropbox.com/s/qw1ifanxi61h907/analise%20de%20risco-app_e_hazop.pdf?dl=0

Impacto ambiental: quantos peixes morreram e ainda morrerão? qual a extensão e consequências da poluição atmosférica? que outros problemas advirão?

Prevenção é a palavra-chave!!!

31 de mar de 2015

BACIA DO XINGU ATUA SOBRE O CLIMA: NADA A ESTRANHAR!

Xingu: estudo demonstra importância de áreas protegidas para preservar ciclo da água
Vandré Fonseca - 30/03/15 - www.oeco.org.br

Manaus, AM – As áreas protegidas ao longo da Bacia do Xingu têm contribuído com o ciclo hidrológico da região. Elas ajudam a manter a vazão de água do rio estável e compensam os efeitos das variações climáticas. A conclusão é de um estudo publicado em março no Journal of Hydrology, por pesquisadores do instituto americano Wood Hole Research Center (WHRC).


"Nossos resultados mostram que onde houve desmatamento o ciclo hidrológico foi alterado de forma considerável, mas as áreas protegidas tiveram um papel essencial, porque restringiram os impactos negativos da parte sul da bacia", diz Prajjwal Pandayo, líder do estudo.

O Xingu nasce no cerrado, no Estado do Mato Grosso. Embora as cabeceiras tenham sofrido desmatamento, cerca de 55% dos 770 mil quilômetros quadrados da bacia hidrográfica estão protegidos por um mosaico de Terras Indígenas e Unidades de Conservação.

A pesquisa faz parte de um esforço dos cientistas para entender quais os efeitos das mudanças que vêm ocorrendo na Bacia Amazônica, em diferentes escalas. "Até certo ponto, você desmata e tem produção agrícola, mas você pode chegar a um ponto em que a produtividade é afetada", afirma a brasileira Márcia Macedo, que faz parte do grupo de pesquisadores. De acordo com ela, o desmatamento acelera o ciclo hidrológico. A água que cai em forma de chuva, em vez de ser reciclada pela vegetação, corre direto para o rio. Um estudo publicado em 2013 já havia demonstrado que o desmatamento pode estender a estação seca na região, causando problemas na geração de energia da Usina de Belo Monte.

Outro estudo, sobre o Rio Araguaia, publicado em 2011 no periódico Biogeochemistry [acesso ao conteúdo pago], indicou uma elevação de 25% na vazão do Araguaia nos anos de 1990, em comparação com a década de 1970. A causa apontada para esta elevação é o desmatamento, que, na época, já atingia mais da metade da bacia hidrográfica.

Mapa da Bacia do Xingu. Rio nasce no cerrado e tem as cabeceiras bastante desmatadas. Terras Indígenas e áreas protegidas formam um mosaico que ajuda a preservar o ciclo hidrológico. Crédito: WHRC/Divulgação

Efeitos inversos: clima e desmatamento

Para separar os efeitos do desmatamento dos efeitos da variação climática natural, a equipe de cientistas utilizou observações de campo, dados de satélite e modelos de vegetação dinâmica para simular o balanço hídrico da Bacia do Xingu. Os pesquisadores descobriram que até agora o desmatamento provocou mudanças relativamente pequenas, com uma diminuição sutil na evapotranspiração e um aumento no escoamento de água através do solo para o rio. O resultado foi um crescimento da vazão de 6%, relacionado diretamente ao desmatamento.

As variações climáticas ao longo deste mesmo período tiveram o efeito inverso sobre o ciclo de água: houve uma redução de 14% na vazão, devido à diminuição das chuvas.

"A gente vê só uma pequena variação (da vazão do rio), porque desmatamento e variação climática tiveram efeitos opostos", afirma Márcia Macedo. "Mas quando a gente vê só as cabeceiras, o efeito é mais dramático, porque houve mais desmatamento".

Para outro pesquisador que participou dos estudos, Michael Coe, a conclusão é que as áreas protegidas funcionam. "Ao limitar a agricultura para uma fração relativamente pequena da bacia, elas evitam grandes mudanças no ciclo hidrológico", destaca Coe. "Outras bacias hidrográficas que não foram tão bem protegidas já estão sofrendo as consequências. Isto é extremamente importante para os povos indígenas do Xingu, para a biodiversidade, e para a eventual geração de energia pela hidrelétrica do Belo Monte em Altamira".


26 de mar de 2015

NOSSAS LEIS SÃO BRANDAS COM OS "HOMENS", EM DETRIMENTO DOS ANIMAIS

Onças abatidas e exibidas como troféu

Reproduzido de www.oeco.org.br


Barbáries que continuarão. Até exaurir o "estoque"!!!

Manaus, AM - Os patrulheiros ficaram surpresos. Eram as cabeças e as caudas de duas onças-pintadas (Panthera onca), um adulto e um filhote, provavelmente mãe e filho. Os restos mortais estavam escondidos em uma mochila levada na Mitsubishi L-200 Triton. A picape havia saído de São Luiz, no sul de Roraima, e foi parada durante fiscalização da Polícia Rodoviária Federal na BR-174, na entrada de Boa Vista, capital do estado, quando faltavam poucos minutos para às 11 horas da noite, de segunda-feira, 23 de março.

Um dos passageiros, Edinaldo Cavalcante, de 32 anos, assumiu ser responsável por carregar as cabeças das onças. Ele foi levado a uma delegacia de Polícia Civil, onde assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado. Na delegacia, ele disse que matou as onças em uma fazenda e estava levando para Boa Vista, para mostrar à família. Os animais teriam sido caçado, com ajuda de cães que os acuaram antes do abate.

O veículo foi liberado e, de acordo com a Polícia Civil de Roraima, Edinaldo vai responder processo em liberdade por Crime Contra a Fauna, com pena prevista de 1 ano e  seis meses de reclusão. Um representante do Ibama foi até a delegacia, em busca de informações sobre a apreensão, para que o responsável fosse autuado e recebesse a multa: R$ 5 mil reais por animal. Os restos das duas onças foram encaminhados à Universidade Federal de Roraima (UFRR), para atividades de ensino e estudos genéticos.


Legítima defesa?

No início da semana, um onça abatida no interior do Amazonas foi exibida em fotografia. O animal foi morto por um caçador, em uma comunidade entre Urucurituba e Itacoatiara, que ficam às margens do Rio Amazonas. O homem afirma que estava caçando quando se deparou com o animal e o matou para se proteger. A história ganhou notoriedade depois que a foto foi publicada por um fotógrafo da capital, que diz estar produzindo uma exposição sobre a destruição da Amazônia.

O analista ambiental do Ibama, Robson Czaban, explica que a lei permite atirar um animal em legítima defesa. Porém ele destaca que, se o atirador estiver caçando e durante esta atividade matar a onça, pode ser punido. De acordo com ele, o ser humano não faz parte do cardápio da onça e os ataques são raros. “Além disso, se uma onça atacar alguém, essa pessoa tem poucas chances de se defender”, conta o analista ambiental. “Ela nos enxerga muito antes da gente percebê-la e ela costuma atacar pelas costas. Se atacar, a pessoa nem vai saber o que a matou”.


25 de mar de 2015

ESTARRECEDOR!!! QUE FAZEM...OS ATORES DECISIVOS DA SOCIEDADE? GOVERNANTES, SECRETÁRIOS DA EDUCAÇÃO...

Perda por água desperdiçada chega a R$ 8 bilhões ao ano, aponta estudo

Reproduzido de: g1.globo.com
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Mais de 6,5 bilhões de metros cúbicos de água tratada foram desperdiçados no país em 2013, o que equivale a uma perda financeira de R$ 8,015 bilhões ao ano, aponta estudo do Instituto Trata Brasil. Tais perdas correspondem a cerca de 80% dos investimentos em água e esgoto realizados em 2013, de acordo com a entidade.

O volume de água tratada não contabilizada pelas empresas de saneamento do país corresponde a 39,1% do total produzido no país. O Brasil desperdiça água que poderia encher 6,5 vezes o Sistema Cantareira, que abastece a Grande São Paulo, sem considerar as reservas técnicas.

Na projeção do estudo, se em cinco anos houvesse uma queda de 15% nas perdas no Brasil – ou seja, de 39,1% para 33% –, os ganhos totais acumulados em relação ao ano inicial seriam de R$ 3,85 bilhões.





23 de mar de 2015

AMEAÇA AO BOM SENSO: A COMISSÃO DA "PEC 2015" SOB A ÉGIDE DOS RURALISTAS

Reproduzido de www.oeco.org.br

PEC 215: comissão especial é dominada por ruralistas
((o))eco - 17/03/15

Os ruralistas tiveram duas vitórias nesta terça-feira (18) na batalha que travam para transferir para o Congresso o poder de criar Terras Indígenas, Terras Quilombolas e Unidades de Conservação. Atualmente isso é tarefa do Executivo. Mesmo com protesto de grupos de indígenas, foi instalada nessa tarde a comissão especial que vai definir o relatório final da proposta. Essa foi a primeira vitória.


A segundo foi a bancada conseguir presidir tanto a comissão quanto a relatoria do projeto: o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT) foi eleito presidente e o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) será o relator. Ambos são ruralistas, assim como o sub-relator, deputado Valdir Colatto (PMDB-SC) e o vice presidente da comissão, deputado Nelson Marquezelli (PP-SP).

Dos 26 deputados titulares da comissão, pelo menos 13 fazem parte da bancada ruralista, sem contar os suplentes da comissão.

A primeira reunião do grupo foi presidida pelo deputado Sarney Filho (PV-MA) apenas por ser o parlamentar com mais tempo de mandato entre os presentes. Sarney Filho está na Câmara desde 1983 e cumpre o 9º mandato consecutivo. Ele presidiu a sessão antes do grupo escolher Nilson Leitão como presidente e acatou o pedido de abrir o relatório para que novas emendas pudessem ser apresentadas.

Depois a sessão abriu para a escolha dos deputados que presidirão a mesa e os ruralistas mostraram sua força: dominaram a presidência. O deputado Nilson Leitão, eleito presidente da comissão, prometeu esperar 60 dias para a votação da proposta. Assim ela terá tido tempo de ser discutida com a sociedade.

“Como presidente, segundo o regimento, poderia ter aberto o debate sobre o texto e ter terminado a questão ainda hoje. Amanhã, já não haveria essa comissão. Estou fazendo isso em nome da democracia”, afirmou Leitão.

Mais uma vez grupos indígenas se reuniram para protestar contra hoje contra PEC 215. Ano passado foi essa mobilização que fez a proposta ser arquivada. Porém, apenas um grupo pequeno conseguiu furar o bloqueio dos seguranças e protestar na comissão. O restante do grupo ficou do lado de fora da Câmara.

Ruralistas querem aprovar PEC

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi eleito para comandar a casa baixa com apoio massivo dos ruralistas. O apoio tinha como preço agilizar a tramitação da PEC. Os ruralistas não precisam mais do que isso, sabem que ganham no voto e é o que tentam com mais afinco desde 2012, após conseguirem mudar o Código Florestal. A mobilização dos povos indígenas e de parlamentares contrários à proposta atrasou os planos, mas não foi suficiente para enterrar de vez a proposta.

Arquivada em dezembro por falta de apreciação (a comissão especial não conseguiu quórum para levar o relatório à votação), foi desarquivada assim que tomou posse os novos deputados.