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22 de mai de 2015

NOVE EM CADA 10 BRASILEIROS ACREDITAM QUE FALTA DE ÁGUA E ENERGIA ESTÁ RELACIONADA À MUDANÇA CLIMÁTICA, MAS QUE O GOVERNO NÃO COMPARTILHA!!!

Reproduzido de www.oeco.com.br

Uma nova pesquisa do Datafolha mostra que o brasileiro está muito preocupado com as mudanças climáticas e acha que o governo não compartilha dessa preocupação.

Segundo o levantamento, encomendado pelo Observatório do Clima e pelo Greenpeace Brasil, 95% dos cidadãos acham que as mudanças climáticas já estão afetando o Brasil. Para nove em cada dez entrevistados, as crises da água e energia têm relação direta com o tema, sendo que para 74% há muita relação entre a falta de água e luz e as mudanças climáticas. No entanto, para 84% dos entrevistados, o governo não faz nada ou faz muito pouco para enfrentar o problema. O Datafolha ouviu 2.100 pessoas em todas as regiões do país.

"O cidadão médio tem um ótimo nível de entendimento das causas da mudança climática e de seu impacto sobre o cotidiano da população e mostra que está insatisfeito com o baixo grau de prioridade dado pelo governo a esse tema, crucial para o desenvolvimento do país", destaca Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima.

Os entrevistados também demonstraram vislumbrar as formas de resolver o problema. Entre as soluções apontadas estão a redução do desmatamento, melhorias no transporte coletivo e investimentos em energias renováveis. Mais de 80% dos brasileiros acham que essas ações inclusive trarão benefícios para a economia do país.

A pesquisa mostrou, ainda, que o brasileiro se enxerga como parte da solução: 62% dos entrevistados estão dispostos a instalar um sistema de microgeração de energia solar em casa – equipamentos conhecidos por 74% da amostra. Diante da hipótese de ter acesso a uma linha de crédito com juros baixos e a possibilidade de vender o excesso de energia para a rede elétrica, o percentual de interessados sobe para 71%.

"Há uma percepção bastante clara de que a microgeração de energia solar beneficia o cidadão e o país", explica Ricardo Baitelo, coordenador de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. Entre as principais vantagens citadas pelos entrevistados estão a redução nas despesas com eletricidade (82%), a redução dos impactos de secas prolongadas (77%), a segurança e confiabilidade dessa fonte (70%) e o fato de que se trata de uma alternativa às hidrelétricas (69%). Os moradores das regiões Sudeste e Nordeste foram os que demonstraram maior entusiasmo com o tema.

Atualmente, a microgeração de energia enfrenta vários entraves como, por exemplo, a forma como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) incide sobre a geração de eletricidade do cidadão que escolhe produzir sua própria energia. Outras questões, como a criação de linhas de financiamento com baixos juros, também precisam ser resolvidas."Trata-se de uma excelente oportunidade para o governo agir em sintonia com a vontade da sociedade brasileira", completa Baitelo.

Para pressionar os governadores a assinarem o convênio nº 16 do CONFAZ (Conselho Nacional de Política Fazendária), que permite aos Estados eliminar o imposto ICMS que incide na geração de eletricidade por meio de painéis solares, tornando essa energia mais barata e contribuindo para sua popularização, um abaixo-assinadoestá no ar desde 6 de maio.

Sobre a atuação do governo, a pesquisa Datafolha mostra que o brasileiro tem uma percepção bastante crítica: para 48%, o governo federal está fazendo menos do que deveria em relação às mudanças climáticas; para 36%, ele simplesmente não está fazendo nada. Os mais críticos são os brasileiros das regiões Nordeste e Sudeste. Mas, para dois terços da amostra (66%), o Brasil deveria assumir uma posição de liderança no enfrentamento do problema em nível internacional. No Nordeste, esse índice chega a 74%.

A pesquisa também confirma que existe um bom entendimento das causas das mudanças do clima. Apresentados a nove possíveis causas, os entrevistados apontaram com mais frequência desmatamento (95%), queima de petróleo (93%), atividades industriais (92%), queima de carvão mineral (90%) e tratamento de lixo (87%). Para efeito de teste, a pesquisa incluía dois fatores que não têm relação com as mudanças climáticas - ambos ficaram entre os menos apontados pelos entrevistados (El Niño, com 64%, e mudanças no comportamento do Sol, com 83%). "Considerando a forte oposição patrocinada por setores que têm interesse em negar que as mudanças climáticas sejam causadas pela ação humana, este resultado é extremamente significativo, pois mostra que o negacionismo do clima não colou no Brasil", analisa Rittl.

A pesquisa foi realizada entre 11 e 13 de março de 2015. O Datafolha utilizou metodologia quantitativa, realizando entrevistas pessoais e individuais em pontos de fluxo populacional de 143 municípios de pequeno, médio e grande porte com pessoas com mais de 16 anos de idade. A margem de erro para o total da amostra é de 2,0 pontos percentuais para mais ou para menos.

*Este artigo foi publicado originalmente no site do Observatório do Clima, republicado em O Eco através de um acordo de conteúdo.

20 de mai de 2015

SEM FLORESTAS...NÃO HÁ CHUVA

Veja o vídeo do Greenpeace:

O drama do desmatamento em três escalas

Notícia - 20 - mai - 2015
Como a destruição de matas ciliares, bacias hidrográficas e da Amazônia compromete a quantidade e qualidade da água que precisamos para viver

“Nossas preciosas matas vão desaparecendo, vítimas do fogo e do machado destruidor, da ignorância e do egoísmo. Com o andar do tempo faltarão as chuvas fecundantes que favorecem a vegetação e alimentam nossas fontes e rios”.

Essas palavras podem soar atuais, dada a situação vivida por muitos brasileiros neste momento, mas foram ditadas há quase 200 anos por José Bonifácio de Andrada e Silva, em 1825.

Veja o restante da reportagem do GREENPEACE no link acima.


19 de mai de 2015

UMA ATROCIDADE QUE É DIFÍCIL ACREDITAR QUE AINDA SEJA COMUM!!!

Ibama e Polícia Federal procuram homens que mataram onça-preta com remo
Fabio Pellegrini - 19/05/15

MATAR ONÇA COM UM REMO, DE MANEIRA IMPIEDOSA:  VÍDEO MOSTRA HORROR PRATICADO POR UMA "BESTA HUMANA"!!!
 Reproduzido de 

Eu, particularmente, me sinto deprimido ao observar tamanha atrocidade!


Um vídeo amador que circula recentemente na Internet mostra três homens em uma embarcação agredindo cruelmente duas onças-pretas com remos enquanto os animais atravessavam um rio. Uma delas consegue escapar, enquanto a outra é perseguida incessantemente até a morte.

Não há informações oficiais sobre onde ocorreu o fato e quem seriam os agressores. A gravação "viralizou" na Internet e foi exibida em vários programas de tevê. As imagens são perturbadoras e revoltam seus espectadores, o que fica claro em comentários nas redes sociais.

Há rumores de que o vídeo teria sido gravado por pescadores no Pantanal, porém a informação é incerta, segundo o diretor executivo do Instituto SOS Pantanal, Felipe Augusto Dias.

[acessar link acima, para ver o restante da reportagem]

18 de mai de 2015

REDUZIR OS TESTES COM ANIMAIS: ESTE É O CAMINHO

Pesquisadores brasileiros discutem redução de uso de animais em testes

A busca por alternativas ao uso de animais em ensaios clínicos e testes de produtos intensificou-se na última década. Um dos casos mais representativos é o programa Tox 21 (Toxicologia do Século 21), criado com a colaboração de agências federais norte-americanas como os National Institutes of Health (NIH) e a Environmental Protection Agency (EPA). Lançado em 2008, utiliza modelos matemáticos e computacionais, aliados à genômica e à tecnologia robótica, para estudar a estrutura e a toxicidade de uma vasta coleção de compostos químicos. O objetivo é conhecer as vias pelas quais as toxinas agem no organismo e criar métodos capazes de predizer se um candidato a fármaco merece ser submetido a ensaio clínico. Ao descartar moléculas prejudiciais à saúde, evita-se a utilização de animais em testes de compostos previamente classificados como tóxicos. Em dois anos, foram estudadas mais de 10 mil substâncias. Os resultados estão disponíveis em plataformas virtuais.

“O sucesso das próximas etapas do programa depende de colaborações mais, robustas, envolvendo companhias farmacêuticas”, diz Raymond Tice, do National Institute of Environmental Health Science dos Estados Unidos, instituição envolvida no Tox 21. Tice participou do workshop Challenges and Perspectives in Research on Alternatives to Animal Testing, realizado na FAPESP em março. Segundo ele, o paradigma dos testes em animais não incorpora avanços para tornar o processo mais seguro e preciso.

Eduardo Pagani, gerente de desenvolvimento de fármacos do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), mostrou no workshop como modelos computacionais são capazes de comparar a estrutura de uma molécula candidata com a de outras já testadas e definir se vale a pena seguir com seu desenvolvimento. O LNBio, que trabalha nessa frente, busca parcerias. No caso, com grupos que dominam a tecnologia de organs-on-a-chip. Trata-se de uma técnica em estudo nos Estados Unidos e na Alemanha que usa células para desenvolver tecidos humanos integrados a microchips, capazes de reproduzir o funcionamento de órgãos vivos. “Queremos atuar no campo de mimetização de tecidos”, ressalta Pagani.

Pesquisadores que participaram do workshop trouxeram novas discussões sobre o uso de modelos animais em pesquisa. Tais modelos apresentam semelhança com o ser humano de apenas 60%, disse Thomas Hartung, do Center for Alternatives to Animal Testing do Johns Hopkins University Hospital, nos Estados Unidos. Hartung citou o exemplo da aspirina, comprovadamente segura aos seres humanos, mas que seria reprovada em testes em animais por promover malformações fetais em certos modelos. “Procuramos apresentar aos pesquisadores brasileiros a importância do uso dos métodos alternativos e suas limitações, além da necessidade de um delineamento experimental criterioso”, diz Lorena Gaspar Cordeiro, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), uma das organizadoras do evento.

Alguns métodos apresentados no workshop buscam alternativas ao uso de mamíferos, como o zebrafish, conhecido no país como peixe paulistinha, e a larva do inseto Galleria mellonella. “Cerca de 75% dos 26 mil genes do zebrafish são semelhantes aos humanos”, diz a geneticista Cláudia Maurer-Morelli, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Já as larvas têm mecanismos imunológicos similares aos dos mamíferos. “A cutícula da larva funciona como uma pele. Quando se injeta uma substância tóxica, ela reage e escurece”, explica Maria José Giannini, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara, da Universidade Estadual Paulista (Unesp). “O Brasil caminha para acompanhar o que acontece em países como os Estados Unidos e os da Europa”, diz Giannini, coordenadora do workshop. (Fonte: Revista Pesquisa Fapesp)

14 de mai de 2015

12 de mai de 2015

MADEIRA: UTILIZAR O MÍNIMO NECESSÁRIO E POSSÍVEL

Embora possamos aplaudir iniciativas como esta " PROGRAMA MADEIRA É LEGAL", descrito abaixo, penso ser necessário observar limites na utilização de madeira para variadas finalidades. Afinal, continua se intensificando a extração de petróleo e outros combustíveis fósseis e consequentemente, é intensa também a produção na indústria química. Com isso, muitos produtos plásticos poderão ainda surgir, como alternativa ao uso da madeira.
Mesmo assim, vejamos alguns trechos desta divulgação do http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?45622

Momento inédito para o setor florestal brasileiro

06 Maio 2015 
Cerca de 60 pessoas, entre autoridades civis, pesquisadores, ambientalistas,  representantes do setor florestal e da cadeia produtiva da madeira, acompanharam, no último dia 30 de abril, um momento histórico para o setor madeireiro brasileiro: o lançamento do Comitê de Salvaguardas do Programa Madeira é Legal, que reúne pela primeira vez empresários do setor produtivo, da indústria de transformação da madeira, do governo, da sociedade civil, pesquisadores e consumidores finais. A oficialização do Comitê ocorreu na sede do WWF-Brasil, em Brasília, no Espaço Angatu, local que foi reinaugurado e, a partir de agora, terá uma biblioteca socioambiental disponível para visitação pública, por meio de agendamento prévio.
 
Esse Grupo, resultado da parceria do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) e do WWF-Brasil, com apoio da União Europeia no Brasil, terá o papel primordial de trazer boas práticas para o setor florestal e recomendações em áreas como produção, mercado, competitividade, entre outros. Ao todo foram quatro anos de planejamento e preparação com debates, mesas-redondas e workshops, envolvendo cadeia produtiva, governo, pesquisadores, ambientalistas e empresários.
“É a primeira vez no Brasil que todos os envolvidos do setor madeireiro conseguem se unir para combater a madeira ilegal no país e ao mesmo tempo propor soluções. O Comitê terá o papel de trazer inovação, além de atuar como conselho consultivo do Fórum”, explica Marco Lentini, coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil.
 
O pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV) / Rede de Amigos da Amazônia, Rafael Murta, também presente no evento, disse que não há registro de algo semelhante no Brasil ou no mundo. “O Comitê é formado por um grupo de pessoas de relevância e conhecimento do setor para indicar e contribuir com o andamento dos processos”.
 
O presidente do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF), Geraldo Bento, ficou muito honrado de fazer parte deste momento único para o setor. “Nós estamos trabalhando para que o setor tenha cada vez mais credibilidade e competitividade. Temos certeza que a floresta que tem um plano de manejo em andamento está protegida, e a que não tem está ameaçada”, argumentou.
 
São membros do Comitê de Salvaguardas: João Baldasso (empresário do setor produtivo em MT); George Dobré (empresário de transformação do produto – Estado do Acre); Antônio Carlos Hummel (representante técnico e político); Marcos Vinicius Gomes (FGV); Lilian Sarrouf (Sinduscon-SP); Raimundo Deusdará (Serviço Florestal Brasileiro – Governo); Mauro Armelin (superintendente do WWF-Brasil).

Foto: biblioteca; um espaço bonito e agradável, construído inteiramente com madeira rastreada, doada pelos oito Sindicatos do setor de base florestal de Mato Grosso, a Biblioteca Conselheiro Sidnei Basile, instalada no Espaço Angatu, na sede do WWF-Brasil, se tornou um marco para estimular o uso responsável da madeira de boa origem na construção civil.

9 de mai de 2015

RIO SÃO FRANCISCO: A AFLIÇÃO DE VÊ-LO PASSAR DE SOLUÇÃO A PROBLEMA

Reproduzido de CPTBA-Comissão Pastoral da Terra - BA

Roberto Malvezzi (Gogó)

O óbvio se confirma. As principais atividades econômicas do rio São Francisco começam a entrar em decadência, em razão da diminuição do volume de água do Velho Chico. Hoje o ponto com mais água está aqui entre Juazeiro e Petrolina, com 1.000 m3/s. Vale lembrar que a vazão média do São Francisco até alguns anos atrás era de 2.800 m3/s. Sobradinho está com apenas 17% de sua capacidade ocupada por água.

Não estamos falando da pesca, da agricultura de vazante, nenhuma dessas economias das populações tradicionais. Essas estão extintas ou fragilizadas há muitos anos. Falamos da economia do capital.

A geração de energia começa declinar. Nesse momento apenas uma de seis turbinas está gerando energia em Sobradinho. Construído mais para servir de caixa d’água para as barragens à jusante que para gerar energia, foi aproveitada de última hora no regime militar para também gerar. Num debate na Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (CODEVASF) na semana da água, os técnicos avisaram que a única turbina em funcionamento vai parar até final de junho ou início de julho.

Segundo, foi avisado que em final de julho e começo de agosto vários projetos de irrigação da região poderão ter seu acesso à água cortado. Os dois mais ameaçados são o Nilo Coelho – margem esquerda, Petrolina – e o Maniçoba na margem direita, em Juazeiro. Em ambos a distância da água será tão grande que sua captação será inviabilizada.

Acontece que Juazeiro/Petrolina montaram sua economia baseada na irrigação. São as fazendas irrigadas, que demandam água, insumos, implementos, mão de obra, que por sua vez movimentam o comércio de alimentos, eletrodomésticos, construção civil, carros, bares, restaurantes, assim toda cadeia produtiva.

Em breve pode acontecer com Juazeiro/Petrolina o que Monteiro Lobato chamou de “Cidades Mortas” no Vale do Paraíba depois que o ciclo do café se encerrou e deixou para trás cidades fantasmas economicamente mortas. Toda economia baseada em um único ramo produtivo acaba por ter esse final trágico.

Por fim, o que era para ser uma hidrovia – vocação natural do Velho Chico entre Juazeiro e Pirapora – hoje não passa de um filete de água com a população atravessando à pé seu leito, como é o caso entre comunidades de Pilão Arcado e Xique-Xique. Nem barcos menores conseguem mais navegar com facilidade. A ideia de transportar a soja do Oeste Baiano para Juazeiro ou Petrolina via rio hoje não passa de um delírio.

Mesmo assim vários projetos de expansão da água do São Francisco continuam na agenda, como a Transposição de Águas para outros estados no Nordeste, o Canal do Sertão em Petrolina, o Baixio do Irecê na Bahia, assim por diante.

Que a equação não fecha todos sabem. Enquanto isso, o Velho Chico definha a olhos vistos. Agora os que se beneficiam do rio – setor elétrico, irrigação, agro e hidro negócios, etc. – começam sentir na pele o resultado do processo destrutivo. O futuro dessas atividades econômicas está atrelado inexoravelmente ao futuro do rio. Aliás, como de toda população do Vale.

Essa decadência não é pontual. Há mais de dez anos, desde o apagão, o São Francisco não mais recuperou grandes volumes de água. Portanto, o raciocínio correto é que essa é a nova realidade, a exceção será alguma cheia.

Aqui em Juazeiro/Petrolina os irrigantes estão apavorados e não é sem razão. Porém, nada indica que se queira rever a fundo o modelo econômico predador imposto ao velho rio.