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15/04/2014

DÍVIDA DOS EMPREENDEDORES DA USINA BELO MONTE COM A SOCIEDADE LOCAL. PRINCIPALMENTE COM OS INDÍGENAS

Infográfico mostra que das 14 condicionantes não atendidas de Belo Monte, 11 são indígenas

O material inédito produzido pelo ISA - Instituto Socioambiental mostra que do total de 54 condicionantes necessárias para autorizar a operação da Usina de Belo Monte, no Pará, só 15 são avaliadas pelos órgãos fiscalizadores como satisfatoriamente atendidas.  Do total de 14 condicionantes classificadas como não atendidas, 11 são referentes aos povos indígenas afetados.  A maioria das obrigações consideradas como não atendidas pelos órgãos de fiscalização são ações de natureza preventiva que deveriam ter sido atendidas antes do início da instalação da usina, e que depois de três anos de construção ainda apresentam irregularidades.  Veja todos os detalhes em:

http://amazonia.org.br/2014/04/infogr%C3%A1fico-mostra-que-das-14-condicionantes-n%C3%A3o-atendidas-de-belo-monte-11-s%C3%A3o-ind%C3%ADgenas/


14/04/2014

SOJA NO AMAPÁ: ANTES DE SER SOLUÇÃO PARA PRODUÇÃO, PROBLEMAS FUNDIÁRIOS E DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL PRECISAM SER RESOLVIDOS

Cerrado do Amapá pode se tornar nova fronteira agrícola

Equipe da Embrapa e produtores de grãos no Cerrado do Amapá; área de soja alcançou 6 mil hectares no ano passado

Depois do Tocantins, o Amapá desponta como nova fronteira agrícola na região Norte do país. Com boas condições climáticas e solo fértil, o Cerrado amapaense tem despertado o interesse de pequenos e médios produtores e até de grandes grupos vindos de regiões tradicionais.

A localização estratégica do Estado e a ampliação do porto de Santana pela Companhia Norte de Navegação e Portos (Cianport) representam outro atrativo para os agricultores, sobretudo de Mato Grosso, interessados em escoar parte da safra de grãos pelo rio Amazonas como alternativa para reduzir custos de logística. O avanço do agronegócio, porém, preocupa o governo. As terras para plantio são limitadas e fazem divisa com a Floresta Estadual do Amapá (Flota).

Os primeiros plantios de soja na região foram em 2001 e envolviam apenas 200 hectares. A chegada de produtores com capacidade de investimento e tecnologia há dois anos mudou o cenário.

De 2012 para 2013, a área plantada com grãos passou de 2,4 mil para 10 mil hectares, enquanto a produção de grãos passou de 7,6 mil toneladas para 25 mil toneladas no período, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Considerando apenas a soja, a área saiu de 1,6 mil hectares em 2012 para 6 mil hectares ano passado – a produção avançou de 4,2 mil toneladas para 15 mil toneladas no mesmo período. Ainda que tenha sido um marco para o Estado, é quase nada quando se pensa na área e na produção do Brasil.

A Embrapa estima que em 2014 a área plantada com grãos possa chegar a 20 mil hectares. Projeções para daqui a 20 anos mostram que a área deve atingir o potencial máximo, com 200 mil hectares. Hoje, as áreas de Cerrado aptas a cultivos correspondem a 932 mil hectares ou 6,5% do território do Amapá. “Desses quase um milhão, temos que descontar 50% de áreas de preservação permanente e 140 mil que pertencem a uma empresa japonesa que planta eucalipto”, explica o analista da Embrapa Amapá, Gustavo Spadotti Castro.

O potencial limitado, contudo, não tem sido um fator inibidor. Um levantamento realizado pela Embrapa com 15 dos principais produtores do Estado revela que 47% têm mais de 30 anos de experiência no setor. A maioria, inclusive, tem como origem Estados com larga tradição no agronegócio, como Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais.

O Cerrado amapaense também chamou a atenção de grandes empresas. Recentemente, representantes da Sperafico e da Coopave l sondaram analistas da Embrapa sobre as peculiaridades da região. O aumento da procura, por outro lado, levou a uma valorização das terras. Há dez anos, explica Castro, um hectare custava R$ 50. Em 2011, já tinha pulado para R$ 500. “Hoje, não sai por menos de R$ 3 mil nos melhores lugares”, diz.

“As perspectivas são positivas para o agronegócio no Amapá. Há uma demanda crescente por conhecimento e tecnologia”, afirma o pesquisador-chefe da Embrapa, Jorge Yared, que aponta o porto de Santana como um diferencial para empresas interessadas no mercado externo. O governo do Estado, por exemplo, calcula que a rota pelo Rio Amazonas proporcionaria uma redução de 30% nos custos de frete para produtores de Mato Grosso. O Estado exporta hoje 70% da produção pelos portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e Vitória (ES). De acordo com dados do Instituto mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), seria possível transferir 50% dessa carga com a viabilização dos portos no Norte, incluindo Santana.

Apesar do otimismo, Yared diz que o aumento da produtividade do setor primário amapaense ainda depende do avanço do Estado na solução de problemas como a distribuição de terras, a situação fundiária e o licenciamento ambiental. “Uma coisa está amarrada à outra. É importante para os produtores, inclusive, para quem quer comercializar fora, ter esses aspectos legalizados”.

Por isso o governador Camilo Capiberibe (PSB) deve apresentar neste mês um zoneamento ecológico do Cerrado. Com as informações detalhadas, pretende mapear as áreas de preservação e as que de fato podem ser usadas para o plantio de grãos. “Até porque há uma expectativa de que, além da venda de commodities, o agronegócio possa agregar valor e movimentar outras cadeias produtivas”, ressalta o pesquisador.

A despeito dos benefícios, Capiberibe teme o avanço da agricultura sobre as florestas dado o potencial limitado de terras do Cerrado e o fato das duas regiões serem fronteiriças. O Amapá é o Estado mais preservado do Brasil, com 73% de áreas de conservação ambiental e terras indígenas. “É possível conviver floresta e agronegócio? A resposta Mato Grosso fornece para gente. O histórico de ocupação de terras no país na expansão da fronteira agrícola se dá contra os interesses ambientais e dos pequenos proprietários. Por isso nosso projeto de concessões florestais enfrenta tanta resistência”, afirma o governador sobre a proposta de conceder entre 1 milhão e 1,5 milhão de hectares da floresta amazônica para uma empresa regularizar a extração madeireira.

Capiberibe ressalta que o projeto vai ajudar o Estado a gerar emprego e renda para a população. A área de concessão florestal do Amapá não será licitada toda de uma vez, mas sim ao longo de dez anos, em lotes de 100 mil hectares anuais. A empresa vencedora da licitação fará o plano de manejo e poderá explorar a região por um período de até 40 anos. Cada lote pode gerar uma receita de R$ 3,5 milhões anuais, chegando a R$ 35 milhões no décimo ano.

Os recursos, segundo o governador, serão distribuídos entre o Estado, municípios e um fundo de desenvolvimento florestal, para atender as comunidades atingidas. Em dez anos, deve gerar uma receita de R$ 192,5 milhões. Trata-se de um montante significativo para um Estado que, em 2013, teve receitas tributárias próprias estimadas em R$ 735,2 milhões dentro de um orçamento de R$ 4 bilhões, composto principalmente por transferências federais (R$ 3,2 bilhões).

Em novembro foi publicado um pré-edital de licitação. O documento definitivo deve ser lançado no fim de abril em meio a resistência de deputados estaduais que questionam a legalidade da Flota desde que o governo anunciou a proposta de concessões florestais. Aprovada de forma unânime em 2006, a lei que criou a floresta estadual quase foi revogada em fevereiro pela Assembleia Legislativa.

A votação de um projeto de revogação, de autoria do deputado Eider Pena (PSD), foi adiada por recomendação do Ministério Público. O parlamentar alega que há inconstitucionalidades no projeto. Diz, por exemplo, que seis mil pessoas podem ser expulsas da floresta com o início do manejo madeireiro. A diretora-presidente do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Ana Euller, contesta os números apresentados pelo deputado.

“Estudos declaratórios mostram que há 400 famílias. E como moram lá desde antes da criação, vão ter o direito de ficar na floresta, conforme determina a própria lei”, afirma Ana, que vê motivações eleitorais na oposição dos parlamentares. “Ninguém se preocupou com os pequenos agricultores há oito anos quando a Flota foi criada. Questionam agora que temos recursos e planos de manejo e de regularização fundiária”, acrescenta. A floresta engloba uma área de quase três milhões de hectares. Passa por 10 dos 16 municípios amapaenses.

Por Fernando Taquari
Fonte: Valor Econômico 


2011-2014: PARA QUEM PENSA QUE O DRAMA DE FUKUSHIMA ACABOU

Fukushima registra vazamento de 203 toneladas de água radioativa

[BAND NEWS on line 14/04/2014  07:45]

Mais um incidente é registrado na usina nuclear de Fukushima, no Japão, com vazamento de toneladas de água radioativa.

A operadora do complexo afirma que a carga de água com alto índice radioativo foi tratada de maneira errada, por isso ocorreu o vazamento.Primeiro, as 203 toneladas de água contaminada foram extraídas dos reatores por bombas que não deveriam estar funcionando. Depois, a substância foi levada para tanques que não estavam preparados para receber o líquido contaminado por césio, que se espalhou pela área da usina, mas sem risco de atingir o mar ou a parte externa.Desde o terremoto seguido de tsunami, em março de 2011, a usina de Fukushima tem sido palco de um difícil processo de estabilização, com seguidos acidentes com vazamento de água radioativa.


07/04/2014

REDUÇÃO DO VOLUME DO RIO S. FRANCISCO... JÁ!? ANTES DA TRANSPOSIÇÃO???

Redução do volume do Rio São Francisco afeta economia e população do Nordeste

Setores como a agricultura, prejudicada pela menor disponibilidade de água para irrigação, a navegação e a pesca têm sofrido prejuízos devido à queda do nível do São Francisco. “Queremos saber se, mesmo com essa estiagem prolongada, há possibilidade de aumento da vazão. O governo tem como prioridade a produção de energia elétrica, mas a baixa vazão do São Francisco traz graves consequências para a população que depende do rio”, disse o senador.

Desde abril do ano passado, a Agência Nacional de Águas (ANA), em articulação com o Operador Nacional do Sistema Elétrico, autorizou a redução da vazão que sai dos reservatórios de Sobradinho e Xingó de 1.300 metros cúbicos por segundo para 1.100 metros cúbicos por segundo. A resolução foi prorrogada até 30 de abril.

A medida foi adotada devido à necessidade de preservar o armazenamento de água nos reservatórios e, assim, atender à demanda de produção de energia do Nordeste, pois o menor volume de chuvas na região devido à seca nos últimos anos tem resultado em baixos níveis do Rio São Francisco.

O diretor de Operação da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), Mozart Bandeira Arnaud, reconheceu que a redução de vazão de água traz problemas para a atividade econômica, mas alertou que a queda no nível de água liberado pelas usinas é fundamental para a segurança hídrica da região e não apenas para a produção de energia.

O vice-presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Wagner Soares Costa, destacou que as reduções emergenciais de vazão tornaram-se recorrentes e não há estudos “dos impactos ambientais, sociais e econômicos dessa redução”. Ele acredita que a medida da ANA é voltada prioritariamente para a segurança energética em detrimento de outros usos da água.

O coordenador-geral do Fórum Sergipano de Comitês de Bacias Hidrográficas, Luiz Carlos Souza, também manifestou preocupação. “A lei diz que a água deve ser compartilhada pelos múltiplos usos, mas percebemos que a produção de energia tem prioridade. Mas em situação de escassez, a lei diz que a prioridade é do abastecimento humano e animal”. Segundo ele, a sociedade deve ser ouvida pelo governo federal nas decisões sobre redução da vazão do rio.

O superintendente de Usos Múltiplos e Eventos Críticos da ANA, Joaquim Gondim Filho, informou que a agência promove sistematicamente reuniões entre os usuários e os principais interessados em que se busca entendimento para que usos prioritários como abastecimento, irrigação, navegação e todos os demais usos sejam respeitados no que for possível. “Isso é feito de maneira a conciliar os interesses de todos os usos e levando em conta as questões ambientais”, disse. (Fonte: Agência Brasil)

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CHEIA EM RONDÔNIA: APÓS A "TEMPESTADE"... A CÓLERA?

[Reproduzido de www.amazonia.org.br]

Fiocruz investiga suspeita de cólera em Porto Velho

Com o agravamento da enchente em Porto Velho as autoridades de saúde estão em alerta para o surgimento de doenças transmitidas pela contaminação das águas. Há muito lixo e animais mortos, diz a Defesa Civil.

A Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, está analisando uma bactéria, que pode transmitir a cólera, encontrada numa comunidade ribeirinha do Distrito de Jaci-Paraná, a 100 quilômetros da capital de Rondônia. Os poços artesianos do local foram lacrados, disse a prefeitura.

Conforme dados das secretarias municipal e estadual de Saúde de Rondônia, de janeiro a março foram registrados 6.500 casos de diarreia no Estado, sendo 1.509 no município de Porto Velho.

Na capital, que está sob decreto de calamidade pública, na última semana foram notificados 128 casos da doença. Não há registros de óbitos no Estado.

O estudo da Fiocruz pode determinar que tipo de diarreia atinge a população. Equipes da fundação, da Força Nacional de Saúde e da Marinha estão em Rondônia apoiando o Plano de Contingência para evitar a proliferação de doenças transmitidas por veiculação hídrica (por meio da água).

Segundo a médica epidemiologista Arlete Baldez, coordenadora da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), a Fiocruz analisa se a bactéria encontrada é dos tipos que provoca a cólera. “Existem várias bactérias que causam diarreia aguda, mas a cólera é por conta dos vibrios 01 e 0139. Estamos aguardando a análise e torcendo para não ser (positivo)”, afirmou.

A cólera é uma diarreia aguda causada por uma bactéria denominada vibrião colérico (Vibrio cholerae), que pode matar. É transmitida pela ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes ou vômitos de doentes. Os sintomas são vômitos, cólicas, diminuição da frequência cardíaca, choque e insuficiência renal.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, desde 2001 não há registros de morte por infecção de cólera no Brasil. O ápice do número de infectados pela doença aconteceu em 1994 quando foram registrados 51.324 casos. Em 1993, quase 700 pessoas morreram em virtude da doença.

[...]

04/04/2014

MAIORES INVESTIMENTOS EM MEIO AMBIENTE, PELOS ESTADOS BRASILEIROS

Reproduzido de http://www.oeco.org.br/oeco-data/28181-quais-os-estados-que-mais-investem-no-meio-ambiente 

Quais os estados que mais investem no meio ambiente?
Daniel Santini - 03/04/14

Minas Gerais é o estado brasileiro que afirma destinar maior percentual de recursos do orçamento estadual para o meio ambiente. Esta é uma das informações sobre questões ambientais destacadas no Perfil das Informações Básicas Estaduais (ESTADIC) 2013, organizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. As informações reunidas são as declaradas pela administração das 27 unidades da federação do país e mostra discrepâncias entre o que os estados declaram investir proporcionalmente em cada uma das regiões do país. O estudo tem como ano-base 2012.

Os dados relacionados ao percentual de orçamento estadual por estado e por região organizados nos infográficos abaixo e outras informações sobre o tema estão disponíveis no documento apresentado pelo IBGE em março. Clique aqui para baixar a publicação em PDF.

 

 

 

 

 

 

 

31/03/2014

REDUÇÃO E EXTINÇÃO DE RESERVAS NA AMAZÔNIA: POLÍTICOS EM AÇÃO CONTRÁRIA À PRÁTICA DA BOA POLÍTICA AMBIENTAL

Movimento político quer acabar com área protegida no Amapá


[Reproduzido de WWF - Brasil21 Fevereiro 2014, por Jorge Eduardo Dantas]


Um movimento de deputados estaduais associados a setores econômicos no Amapá pretende forçar a votação, na Assembleia Legislativa, de um projeto de lei que revogará a Floresta Estadual (Flota) do Amapá.

Os parlamentares pretendiam aprovar a proposta nessa quarta (19), mas uma recomendação do Ministério Público Estadual manteve a unidade de conservação, por enquanto. Em sua argumentação (disponível no atalho ao lado), os procuradores alegam que uma decisão sobre o futuro da flota depende da transferência formal de terras federais para o estado. 

Em 2006, quando a floresta estadual foi criada, a Presidência da República se comprometeu a repassar as terras para o Amapá, desde que elas fossem transformadas em uma unidade de conservação. A área protegida foi corretamente criada, mas a transferência das terras ainda não foi oficializada.

Ana Euler, diretora-presidente do Instituto Estadual de Florestas (IEF) do Amapá, aponta que a ofensiva contra a floresta estadual ganhou força apenas nos últimos meses, enquanto a área protegida foi criada há 8 anos, sem oposição. O avanço da fronteira produtiva na Amazônia e a proximidade das eleições podem explicar este fato. “Gostaríamos de fazer um debate técnico sobre isso, mas o que vemos é apenas um movimento político, um movimento eleitoreiro”, afirmou.

Interesses individuais

Para o coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil, Marco Lentini, os movimentos políticos em favor da diminuição de área ou do status de conservação das áreas protegidas da Amazônia estão, infelizmente, se tornando comuns. 

“Tais áreas foram originalmente criadas para defender interesses coletivos no que se refere à conservação da biodiversidade, à manutenção dos serviços ambientais providos por estes ecossistemas e, frequentemente, para preservar meios tradicionais de uso dos recursos naturais e de sobrevivência de conhecimentos e culturas. Entretanto, quando são descriadas, o processo é o inverso: defende interesses individuais de grupos ou de indivíduos”, declarou.  

O especialista em Políticas Públicas do WWF-Brasil, Aldem Bourscheit, afirma que a floresta estadual não será um entrave ao desenvolvimento econômico do Amapá, como apostam deputados favoráveis a sua extinção. “Ao contrário do que discursam, A floresta estadual não engessará a economia do Amapá. Pelo contrário, em seu plano de manejo estão previstos o extrativismo, o manejo madeireiro e outras atividades econômicas que devem ser conduzidas de forma sustentável. E essas atividades vão gerar lucros e empregos”, afirmou.

“Os interesses envolvidos na tentativa de revogação da flota querem gerar instabilidade política na gestão ambiental do estado e abrir as portas da área hoje protegida para o desmatamento, com alto impacto socioambiental”, completou Bourscheit.

Ações em curso 

Em abril, o Governo do Amapá deve lançar um primeiro edital para concessão de florestas para manejo, inclusive dentro da floresta estadual. “Lançamos o pré-edital em dezembro, fizemos reuniões técnicas em fevereiro, temos audiências públicas marcadas para março. Estamos sim trabalhando pela exploração econômica racional dos recursos que temos”, ressaltou Ana Euler, do IEF.

O objetivo das concessões é legalizar a exploração de recursos naturais, como a madeira. Na Amazônia, onde a ilegalidade da madeira produzida e comercializada é altíssima, os editais de concessões são instrumentos que podem ajudar a garantir renda para as populações e a manter a exploração mais ordenada e legal.

A primeira concessão deve arrecadar cerca de R$ 8 milhões anuais emroyalties, que serão divididos entre estado e municípios no entorno da floresta estadual.

Pessoas e conservação

Conforme um levantamento socioambiental feito para o plano de manejo da floresta estadual, concluído em janeiro, há entre 350 e 400 famílias dentro da área protegida. Como a unidade de conservação é de uso sustentável, não impede a presença de pessoas, e a diretriz de trabalho é basicamente saber quem quer continuar e quem quer sair da região.

“São necessárias políticas coordenadas entre governo federal, estado e municípios para ajudar quem realmente vive no campo. As famílias que quiserem sair serão encaminhadas a assentamentos federais no estado, hoje subocupados. E quem quiser permanecer na área, poderá extrair recursos para sua sobrevivência de forma sustentável”, afirmou Ana.

Rondônia extingue resex 

A Flota do Amapá, no entanto, não é a única área protegida ameaçada na Amazônia.

A Assembleia Legislativa de Rondônia aprovou, esta semana, a extinção da Reserva Extrativista Jacy-Paraná. A unidade de conservação abrangia parcelas de três municípios e possuía 199 mil hectares. O motivo aventado pelos deputados foi o de auxiliar famílias de agricultores que vivem dentro da reserva e que, segundo os parlamentares, não teriam sido ouvidas no momento da sua criação, em 1996.

O atropelo gerou uma forte resposta do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) que, em carta aberta, afirmou que a iniciativa faz parte de “uma iniciativa para destruir as florestas de Rondônia”. No texto em que desaprovam a extinção da Jacy-Paraná, o Grupo destaca assédios e pressões sobre populações tradicionais e ribeirinhas para aderirem ao movimento contrário à reserva. 

“A frente parlamentar da grilagem em Rondônia emprega um discurso falacioso de que são pequenos produtores, mas há informações de que tal qual na Flona Bom Futuro, a maior parte das terras da resex Jaci-Paraná foram apossadas por fazendeiros, que grilaram as mesmas para pecuária de corte ou especulação fundiária. Basta uma análise na dinâmica do desmatamento da reserva, com inúmeros desmates anuais com polígonos de mais de 100 ha. Pelos menos uma dezena de imóveis tem mais de mil cabeças de gado bovino e várias dezenas de posses têm uma ou mais centenas de cabeças, ou seja, não se trata de pequenos produtores de origem humilde.”, diz um trecho da carta, que pode ser conferida no atalho ao lado.

Entre 2008 e 2009, a Amazônia perdeu quase 50 mil quilômetros quadrados em área protegida com a extinção e a redução de unidades de conservação e terras indígenas, segundo dados do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia. A área equivale a dos estados de Alagoas e Sergipe, juntos.

27/03/2014

PRAZOS "COMPRIDOS E POUCO CUMPRIDOS"... O PROJETO DE INTEGRAÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO SE ARRASTA, SENDO UM DOS PROBLEMAS O COMPROMETIMENTO COM A QUALIDADE DA ÁGUA


http://ne10.uol.com.br/canal/interior/sertao/noticia/2014/02/08/na-contramao-da-transposicao-do-rio-sao-francisco-470078.php

No link acima, sob título 

"Na contramão da transposição do Rio São Francisco"

são mostrados aspectos muito importantes relacionados à qualidade da água do projeto de integração do rio São Francisco.
Alguns trechos do documento estão aqui transcritos.

Definidas as últimas licitações para a execução das obras da transposição do rio São Francisco, redimensionados os prazos de conclusão, restabelecidas as metas e retomado o andamento, a obra avança inexoravelmente. Na contramão da construção, porém, alguns obstáculos terão de ser superados para o aproveitamento dessa água – que já está saindo cara.

O pesquisador e doutor em Recursos Naturais, Augusto Silva Neto, do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), ressalta três pontos essenciais que devem ser resolvidos pelos estados receptores para o aproveitamento adequado das águas do São Francisco pela população: o esgotamento sanitário nas cidades ao longo dos leitos dos rios e reservatórios, a educação ambiental da população que mora nas áreas rurais e, no caso do rio Paraíba, o controle na extração mecanizada de areia no leito do rio para uso na construção civil, que traz grandes problemas ambientais. “É necessária uma ação conjunta da população, dos empresários, dos agricultores e também dos governos… De todos que irão se beneficiar com a chegada desse precioso recurso hídrico”, destaca Augusto Neto.

“Quem está lá é que sabe do que precisa”, diz, apontando falta de influência da população nas políticas públicas destinadas à região. “O povo que mora na região ribeirinha tem que ser capaz de atuar em parceria para a preservação e participar das decisões. A população tem que se unir para preservar o sistema e só com educação ambiental é que isso vai acontecer”.

RIO PARAÍBA: ESGOTOS SEM TRATAMENTO ADEQUADO - De Pernambuco à Paraíba, as águas do Velho Chico, consideradas de excelente qualidade nesse trecho, deverão seguir do reservatório Barro Branco, na altura de Sertânia, em Pernambuco, por galerias subterrâneas ladeando a cidade de Monteiro (PB) até a calha do rio Paraíba, explica o fiscal de campo Marcílio Lira de Araújo. Dali, cruzará com a BR 110 na entrada do município de Monteiro, de onde continuará até o reservatório Poções, distante cerca de 15 km. As obras do Eixo Leste se encerram com a chegada das águas neste açude, já no estado da Paraíba.

A partir do Poções, as águas deverão seguir o leito do rio Paraíba, perenizando este rio intermitente, que nasce e deságua em solo paraibano e é um dos principais mananciais hídricos do Estado. Contudo, o professor e pesquisador Augusto Silva Neto, que há mais de 30 anos pesquisa o rio, afirma que todos os municípios próximos a ele lançam esgotos sem tratamento diretamente no leito. “Todos, sem exceção”, garante. Ou seja: as águas do São Francisco, misturadas às do rio Paraíba, estariam contaminadas ao chegar à população paraibana.


Em Monteiro (PB), canal de esgotos pluviais recebe esgoto direto de 
residências e despeja o dejeto bruto no rio Paraíba 


Afluente do rio Paraíba, o Canal treze de Maio, em Itabaiana (PB), recebe 
esgotos domésticos sem tratamento. Município não tem rede de esgotos


Mesmo contra lei municipal de Itabaiana (PB), empresas extraem areia 
diariamente do leito do rio Paraíba, como a do empresário Antonio Ferreira de Araújo

24/03/2014

CRISE DE ÁGUA? OU DE AÇÕES INTELIGENTES, COM RESPEITO AO QUE TANTO SE FALA: POLÍTICA AMBIENTAL, DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL???

Chegando ano de eleições, toda oposição se aproveita das  "falhas" do governante para estruturar sua plataforma de campanha. São poucas as oposições que iniciam diálogo aberto e elaboram planos, viáveis; que sejam fáceis para se perceber sua exequibilidade.
No caso da água (o bem maior da Natureza), uma das primeiras ações a se falar é a transposição de rios. Começou pela do rio S. Francisco, para  "salvar" o sofrido Nordeste; e agora é o rio Paraíba do Sul, (acreditem) para salvar a gigantesca cidade de São Paulo.
E assim sendo, não se lembram os assessores dos políticos, ou estes não lhes dão vez, para lançar ações básicas, perenes, como a revitalização dos cursos d'água que provêm abastecimento no campo e cidades. Em suma, a revitalização dessas fontes. O problema da escassez de água é jogado à responsabilidade "divina". Chegam a perguntar frequentemente: "Fazer o quê...se não chove".
No caso do rio São Francisco, há um bom projeto sobre sus revitalização. O povo deveria ter a consciência e formação suficientes, para cobrar sua execução, completa. Parece que tal execução não vem sendo realizada plenamente. Vi destaques na imprensa local, aqui em João Pessoa, que as populações que serão beneficiadas com tal transposição (quando ocorrer) estarão recebendo água poluída; o saneamento básico nas cidades ribeirinhas é de crucial importância que seja executado!
Lembram-se do que os lobistas da lucratividade rural conseguiram fazer com o Código Florestal Brasileiro? Fragilizando as margens de rios e encostas de morros???
No caso de São Paulo capital, é importante que ações de Serviços Ambientais como o do município de Extrema (MG), que, numa iniciativa com a TNC-The Nature Conservancy, fornece água a São Paulo, sejam disseminadas,  como política ambiental responsável. E não "politiquice"!
Esta iniciativa de Extrema foi reconhecida em premiação internacional, em Dubai, nos emirados Árabes e amplamente divulgada pela Rede Globo.
Acesse e veja o vídeo: