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30 de jan de 2015

DIA MUNDIAL DAS ÁREAS ÚMIDAS: 2 DE FEVEREIRO

https://m.youtube.com/watch?v=HMtFSxbT0bE&feature=youtu.be

O link acima refere-se a um vídeo sobre o Pantanal, reproduzido de WWF Brasil.

2 de fevereiro: Dia Mundial das Áreas Úmidas

30 Janeiro 2015  
Celebrado no dia 2 de fevereiro, o Dia Mundial das Zonas Úmidas é uma data para chamar atenção sobre a importância de promover a conservação da biodiversidade e o uso sustentável dos recursos naturais em importantes ecossistemas como pântanos, charcos, pauis, sapais, turfas. Estas superfícies alagáveis acolhem diversificados ambientes tanto em termos de plantas quanto de animais aquáticos, sendo o Pantanal, uma das mais conhecidas e ricas extensão de pântano do mundo.


A data comemorativa, bem como o conceito de zona úmida, surgiu durante a Convenção de Ramsar, em 1971, no Irã, quando um tratado foi pactuado por diversas nações. Atualmente são 168 países signatários do tratado, que, como contrapartida, têm de designar ao menos uma área úmida para compor a lista Ramsar.


Os sítios Ramsar são definidos como toda extensão de superfícies cobertas de água, de regime natural ou artificial, permanentes ou temporárias, contendo água parada ou corrente, doce, salobra ou salgada. A adesão confere ao sítio Ramsar benefícios relacionados à assessoria técnica e financeira com vistas à sua proteção.

Pantanal: maior área úmida do planeta

A maior área úmida do planeta é o Pantanal, possuindo uma extensão de 624.320 km², aproximadamente 62% do Brasil, abrangendo os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e estende-se pela Bolívia, 20%, e Paraguai, 18%. Abriga três Sítios da Convenção de Ramsar, além de ser considerado um Sítio do Patrimônio da Humanidade das Nações Unidas, bem como a Reserva da Biosfera do Pantanal.


Também chamado de “reino das águas”, o Pantanal é um imenso reservatório de água doce e fundamental para o suprimento hídrico, a estabilização do clima e a conservação do solo.

As cheias atingem, anualmente, cerca de 80% da região o que permite a renovação da fauna e da flora. O equilíbrio ecológico do bioma depende do movimento constante do subir e baixar das águas que tem início no mês de novembro, com a alta dos rios que provoca as enchentes na planície. Em maio, as chuvas param e as águas baixam. Qualquer alteração nesse ciclo hidrológico pode comprometer toda a sua rica biodiversidade.

O ciclo começa com as águas que nascem na parte alta da Bacia do Alto Paraguai e descem para a planície alagada do Pantanal. Essas áreas altas são hoje o foco de grandes transformações, não só relacionadas às atividades agrícolas e pecuárias, mas também pela implementação das grandes obras de infraestrutura, como as barragens para a geração de energia.

Para ilustrar o processo cíclico do Pantanal, o WWF-Brasil produziu um vídeo que aborda a dinâmica de cheias e baixas, com ênfase na importância do ciclo das Águas do Pantanal e como ele está diretamente ligado à preservação da região. Link: http://migre.me/oimLl

Ações do WWF-Brasil no Pantanal

O WWF-Brasil trabalha no Pantanal e apoia projetos de conservação há 16 anos. Atualmente dois Programas do WWF-Brasil atuam na região: Cerrado Pantanal e Água para a Vida.  Estudos de impacto sobre o uso do solo e mudanças climáticas, cálculo da Pegada Ecológica, trabalho em escolas sustentáveis, monitoramento da cobertura vegetal, ações para conservação de áreas degradadas, estímulo a produção sustentável de carne com a promoção de boas práticas para o fortalecimento da pecuária orgânica certificada são algumas das iniciativas coordenadas pelo Programa Cerrado Pantanal.

O Programa Água para Vida trabalha pela conservação de 747 quilômetros de rios do Pantanal, pela restauração da mata ciliar de 30 nascentes da região e em cinco quilômetros de afluentes. Além disso, trabalha na criação do Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal, fórum de discussão e de articulação política entre o poder público, o setor privado e a sociedade civil para estabelecer metas e soluções conjuntas para aprimorar a gestão dos recursos hídricos do Pantanal.

Na região, a estratégia de conservação é compartilhada ainda com o WWF-Bolívia e o WWF-Paraguai. O trabalho desenvolvido tem promovido ações mais efetivas na conservação do bioma que buscam envolver a conservação e a proteção dos ecossistemas aquáticos, o desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis, o planejamento sistemático do território e o desenvolvimento de hábitos responsáveis de consumo.

 Tratado de Ramsar

O Brasil foi incluído no tratado de Ramsar em 1993 e, desde então, contribui para a lista com 12 zonas úmidas, compreendendo um total de 6.568.359 hectares. Mais recentemente, em 2014, o país, por meio do Comitê Nacional de Zonas Úmidas, indicou novos sítios Ramsar em sete unidades de conservação.

As áreas propostas ficam nas Reservas Biológicas do Atol das Rocas, e do Guaporé, na Área de Proteção Ambiental, e no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, na Estação Ecológica do Taim, na Área de Proteção Ambiental de Guaratuba, e nos Parques Nacionais do Viruá, e da Ilha Grande.

Depois de aprovados, os novos sítios somam-se aos outros 12 já instituídos no Brasil pelos participantes da Convenção de Ramsar, que acontecerá em Punta del Este, no Uruguai, em meados de 2015.

Confira aqui a lista completa das Unidades de Conservação que são sítios Ramsar no Brasil:
  • Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (AM);
  • Parque Nacional do Cabo Orange (AP);
  • Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (BA);
  • Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses (MA);
  • Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense (MA);
  • Parque Estadual Marinho do Parcel de Manuel Luiz (MA);
  • Parque Estadual do Rio Doce (MG);
  • Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Rio Negro (MS);
  • Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense (MT);
  • Reserva Particular do Patrimônio Natural SESC Pantanal (MT);
  • Parque Nacional do Araguaia - Ilha do Bananal (TO);
  • Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS).
 
Site oficial da Conferência: http://www.ramsar.org/about/cop12-punta-del-este-uruguay-1-9-june-2015

TERRAS DEVOLVIDAS AOS ÍNDIOS, DEGRADADAS, REQUEREM AÇÕES DE RESTAURAÇÃO

Restauração ecológica requer conhecimento e demanda recursos e tempo.

[Texto que se segue reproduzido de www.amazonia.org.br]

Há dois anos, no dia 28 de janeiro de 2013, a entrega de um documento ao povo Xavante marcou o fim da desintrusão (saída de agricultores e não índios) da Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso. Depois de muitos anos de espera, os indígenas voltavam para a sua terra tradicional – de onde foram retirados à força na década de 60.


A luta pelo retorno à terra durou cerca de 20 anos – desde a declaração de ocupação tradicional pelo Ministério da Justiça, em 1993, até a saída definitiva dos não índios, em 2013. Durante esse período, fazendeiros e ocupantes entraram com várias ações e questionamentos na Justiça para tentar adiar a saída da área.

Agora, dois anos depois da desocupação definitiva, o cacique Paritzané, mais conhecido como Damião Xavante, conta que os índios estão mais tranquilos, mas que encontraram a terra ancestral de 165 mil hectares muito degradada.

“Deixamos a mata fechada. Quando nós voltamos, encontramos só pastagens, destruição da natureza, tudo acabado. Não tem caça, só pasto. Hoje, estamos cuidando para preservar, só que todo ano, desde que começou e antes de começar a desintrusão, só queimaram pasto. E nós encontramos grande dificuldade por causa da destruição que fizeram durante muitos anos”, desabafa.

De acordo com documentos disponibilizados pelo Ministério Público Federal, seis meses depois da desintrusão, a terra indígena foi invadida pelo menos duas vezes e novos mandados de desocupação foram expedidos pela Justiça Federal. Em janeiro de 2014, exatamente um ano após a retirada dos não índios, ocorreu nova invasão.

O secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Cléber Buzatto, destaca a iniciativa xavante de construir mais aldeias como forma de proteger o território. Ele lembra, entretanto, que ainda existe o temor de novas invasões de não índios. Hoje, a área conta com cerca de mil xavantes, segundo informações do cacique.

“Atualmente os xavantes tentam se organizar para ocupar toda a área. Mas o povo [xavante] está vendo as condições mais adequadas porque ainda existem riscos de ocupação do território, algumas ameaças. Por isso, os indígenas estão fazendo avaliações para ver o melhor momento de formar novas aldeias dentro desse território.”

Em nota, a Fundação Nacional do Índio (Funai) informou que a construção das aldeias tem sido tratada de forma conjunta entre a coordenação regional e a própria sede, em Brasília.

Há um plano, encaminhado pela associação indígena para a Funai, que prevê a construção de nova aldeia com os recursos da venda de silos (locais de armazenamento) que ficaram na área após a desintrusão. A venda foi autorizada por decisão judicial. O plano, entretanto, ainda está sendo avaliado pela fundação.

Já os antigos ocupantes da terra indígena que se enquadravam como beneficiários da reforma agrária foram, em parte, atendidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Cerca de 97 famílias estão no Projeto de Assentamento Casulo Vida Nova, em uma área semiurbana, no município mato-grossense de Alto Boa Vista. Quem seguiu para a área, entretanto, reclama da total falta de estrutura para moradia e desenvolvimento econômico.

“É muito triste ver a situação que essas pessoas estão vivendo hoje. Sem água, sem luz, o caminhão leva água uma vez por semana. Não dá para sobreviver, não dá para produzir porque a terra é fraca. É varjão e o que não é varjão é um cerradinho bem fraquinho, e o tamanho também é pouco maior que um lote”, critica Maria Brasilina Martins de Sousa.

A família de Brasilina tem um lote no Assentamento Vida Nova, mas ela trabalha com comércio ambulante em Alto Boa Vista. Antes, tinha uma loja na Vila Posto da Mata – que hoje faz parte da Terra Indígena Marãiwatsédé.

“Eu estava começando meu negócio. Estava começando a minha primeira casa. Meu marido tinha terra, gado. O que ficou lá dentro [da terra indígena] e não perdeu, as pessoas compraram pela metade do preço. Eu vendo roupa, já tinha a minha lojinha e hoje sou sacoleira. Saio vendendo de casa em casa, de vilarejo em vilarejo, para pagar um aluguel porque nem minha casa mais eu tive condições de ter.”

O superintendente do Incra em Mato Grosso, Salvador Soltério, explica que a falta de moradias no Projeto de Assentamento Vida Nova é uma questão que não depende mais do instituto. Segundo ele, as famílias devem se inscrever no projeto Minha Casa, Minha Vida Rural.

“O Incra conseguiu liberar recursos para crédito inicial, cerca de R$ 3 mil por família. Trabalhamos a questão de delimitar as ruas e os lotes, liberamos recursos para encascalhamento das ruas, e o Incra encaminhou todo o processo para a construção das moradias, que se encontra hoje no Banco do Brasil. Além disso, o Incra abriu edital na região para adquirir áreas destinadas a receber mais de 100 famílias que ficaram.”

Na área xavante, o cacique Damião explica que a esperança está nos mais jovens, para que trabalhem e valorizem a terra, pois, segundo ele, não é justo ter a terra e sair para morar na cidade. “Queremos produzir. Por isso, hoje o povo da aldeia Maraiwatsédé está trabalhando. E nós vamos plantar mais. É isso que quero. Esse é o futuro do cacique.”

Por: Maíra Heinen 
Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Lílian Beraldo

20 de jan de 2015

FALÉSIA DO CABO BRANCO EXIGE AÇÕES DE PROTEÇÃO URGENTES!!!

Fiz hoje mais uma visita e curta filmagem, na praia do Cabo Branco, onde se situa (vizinha, no sentido sul) a ponta dos Seixas, o extremo oriental da costa brasileira.
Já postei vários vídeos procurando mostrar que não se deve "culpar" o suposto avanço do mar como o principal responsável pelo desmoronamento daquela falésia. Esta, é parte da formação Barreiras, que ocorre do estado do Pará ao Rio de Janeiro, com predominância de estruturas de arenitos síltico-argilosos; sendo assim, frágil.
As fotos aqui mostradas, destacam os riscos a que se expõem os equipamentos ali instalados, quais sejam, a Estação Ciência, o Farol e a rodovia de acesso a esses pontos, que ali foram escolhidos por serem de grande atrativo turístico.
O vídeo, embora com áudio imperfeito, mostra os trechos da falésia mais protegidos da ação do mar, por terem certo enrocamento natural na base (rochas areno-ferruginosas) e densa vegetação no topo. Nesses trechos a rodovia asfaltada se afasta um pouco, da borda da falésia. Em outros trechos, sem rochas na base, sem vegetação no topo e com a rodovia muito perto da borda, os desmoronamentos estão se tornando frequentes.
Fotos (Dirceu Tortorello):


18 de jan de 2015

NA FALTA DE REAIS BOAS NOTÍCIAS...AQUI ESTÃO ALGUNS TRISTES DADOS SOBRE A CAATINGA NA PARAÍBA

Reproduzido do jornal CORREIO DA PARAÍBA (edição de domingo, 18/01/2015)
Eis alguns dados:
1) O estado da Paraíba tem pouco mais de 58 mil km2, dos quais 40 mil eram de caatinga. Hoje, esse bioma (único no mundo) tem cerca de 36% sob risco de desertificação (segundo o relatório Programa Estadual de Combate à Desertificação - PAE/PB, 2011).
2) Exemplo dessa tragédia: em APA-Área de Preservação Ambiental, "das Onças", no Carirí Oriental paraibano, mesmo com a proibição de desmatamento em encostas com inclinação maior do que 45 graus (segundo o Novo Código Florestal Brasileiro), vêem-se quatro áreas de desmatamento. Desmata-se para se plantar palma, ou para fornecer lenha para, talvez, a principal atividade naquela região: carvoaria. Ali , prolifera a "indústria" (improvisada) da cerâmica (tijolos e telhas).
Um adendo: em minha opinião, deveria haver maior limitação de desmatamento em encostas e topos de morros, do que a atual limitação prevista no Novo Código Florestal.
3) Outro exemplo de degradação do bioma caatinga vem de Pernambuco (ainda segundo a reportagem desse jornal): 97% do gesso produzido no nosso país vem da região de confluência dos estados de Pernambuco, Paraíba e Ceará. São 42 minas de gipsita, 174 indústrias de calcinação e umas 750 indústrias de pré-moldados; gerando 13,9 mil empregos diretos e 69 mil diretos, movimentando R$1,4 bilhões/ano. Principal matriz energética (cerca de 73%): lenha da caatinga. Agravante, para a Paraíba: a exploração da lenha nessa atividade dá-se hoje num raio de 400 km, estendendo-se para o Ceará e Paraíba; mas como no Ceará há a Unidade de Conservação do Araripe, a lenha provém mais da Paraíba.
5) Ainda se convive no estado da Paraíba com uso de 50% de lenha para o setor industrial (segundo a Sudema-Superintendência de Administração do Meio Ambiente). Utiliza-se lenha em cerâmicas (96,4%), tecelagem, caulim, aviários, padarias, churrascarias e restaurantes, e em uso doméstico.

Outros dados importantes são apresentados na edição do CORREIO DA PARAÍBA (domingo, 18/01/2015).





16 de jan de 2015

IMAZON: ALERTAS DE DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA COM CINCO MESES SEGUIDOS DE AUMENTO EM 2014

Reportado por www.oeco.org

Os alertas de desmatamento apurados no período entre agosto e dezembro de 2014 mostram um padrão: são 5 meses seguidos de aumento, 4 deles com taxas acima de 100%. No contexto, o resultado de dezembro de 2014 foi o menos ruim: os dados da ONG Imazon apontam apontam 95 quilômetros quadrados de perda contra 56 em dezembro/2013, um crescimento de 70%. O Imazon faz monitoramento independente do desmatamento na Amazônia Legal.

Os aumentos foram: agosto, 136%; setembro, 290%; outubro, 247%; novembro, 467% (o maior pico); e dezembro, 70%, a menor taxa do período (veja gráfico acima). Agosto é o mês em que começa o ano-calendário de medição do desmatamento na Amazônia Legal, que vai até julho do ano seguinte, neste caso, 2015.

Ao todo, nesse período de 5 meses, a derrubada de floresta atingiu 1.373 quilômetros quadrados, contra 424 detectados no mesmo período anterior (agosto-dezembro/2013), uma subida de 224%.
Desmate por estados e municípios

Na divisão entre os estados, Mato Grosso e Pará se destacam. Juntos, eles respondem por cerca de 80% do total. O Mato Grosso representa 52% da perda de floresta (50 km²), seguido do Pará 27% (ou 26 km²), Roraima 12% (ou 11 km²) e Rondônia 9% (ou 8 km²).

A tabela abaixo mostra a área desmatada nos períodos agosto-dezembro/2013 e agosto-dezembro/2014. No acumulado destes últimos 5 meses, em termos de área absoluta desmatada, o Pará vence o Mato Grosso por um triz, 369 km2 contra 362 km2. Em compensação em percentual de aumento contra o mesmo período anterior, Mato Grosso está muito à frente, com 610% de crescimento contra 262% do Pará. O único estado que apresentou variação negativa foi Tocantins (veja tabela abaixo)


Os municípios que aparecem na ranking dos 10 maiores desmatadores em dezembro foram responsáveis pela perda de 56 km² de florestas, 60% de um total de 95 km².

Entre os 10 municípios que mais desmataram, Feliz Natal (MT), Portel (PA), Vilhena (RO) e Rorainópolis (RR) lideram o ranking.

Mato Grosso aparece 5 vezes na lista (Feliz Natal, Nova Maringá, Alta Floresta, Tapuraf e Itaúba), contra 3 do Pará (Portel, Ipixuna do Pará e Goianésia do Pará), 1 de Rondônia (Vilhena) e 1 de Roraima (Rorainópolis).

15 de jan de 2015

SE NÃO CHOVER...ONDE "O GOVERNO QUER QUE CHOVA"...TUDO VAI PIORAR!!!

Presidente da Sabesp diz que 'é possível' Cantareira secar em março

Jerson Kelman diz que ordenou reduzir ainda mais retirada de água.
Sistema opera com 6,3% da capacidade nesta quarta-feira (14).


[Reproduzido de g1.globo.com]


Nível cai nos 6 sistemas de represas que abastecem a Grande São Paulo

Falta de chuvas pôs fim a dois dias de estabilidade no Cantareira.
Três sistemas não registraram nenhuma precipitação nesta segunda.

O nível dos seis conjuntos de reservatórios que abastecem a Grande São Paulo caiu nesta segunda-feira (12), informa a Sabesp. No principal deles, o Cantareira, que atende a 6,5 milhões de pessoas, a falta de chuvas interrompeu dois dias de estabilidade e o volume baixou de 6,6% para 6,5% desde domingo.



Entre os demais sistemas, a maior queda em pontos percentuais foi registrada no Rio Claro, que recuou de 27,9% para 27,5%.

Com exceção da represa Guarapiranga, onde caíram 17,8 milímetros de chuva entre domingo e esta segunda, não houve precipitação significativa em nenhum manancial que abastece a Região Metropolitana.

No Cantareira, trata-se da sexta queda no mês, que começou com um volume de 7,2%. O acumulado de chuvas nos mananciais do sistema em janeiro é de 18,1% do previsto para o mês.

Confira os níveis dos outros reservatórios dos sistemas que abastecem municípios do estado de São Paulo registrados:

Alto Tietê: caiu de 11,4% para 11,3%;
Guarapiranga: recuou de 39,5% para 39,2%;
Alto Cotia: caiu de 30,3% para 30,2%;
Rio Grande: recuou de 70,6% para 70,3%;
Rio Claro: caiu 27,9% para 27,5%.

Perda foi de quase meio trilhão de litros 
O Cantareira terminou 2014 sem recuperar 492 bilhões de litros de água perdidos durante os 12 meses. O ano começou com o nível do reservatório em 27,2% e terminou com 7,2%.

Porém, com a utilização das duas cotas do volume morto (a primeira elevou o manancial em 18,5 pontos percentuais e a segunda em 10,7 pontos percentuais) é como se os reservatórios tivessem iniciado 2014 com um volume acumulado de 56,4%. Assim, a queda foi 49,2% durante o ano, o número representa 492 bilhões de litros. De acordo com estimativas da Sabesp, o reservatório tem capacidade de armazenar 1 trilhão de litros, quando está com 100% do seu nível.

Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o sistema abastece atualmente 6,5 milhões de pessoas na Grande SP.

[...]

14 de jan de 2015

NO PAÍS DA IMPUNIDADE, MAIS UMA TRISTE DATA A SER RELEMBRADA

Dorothy Stang, dez anos de impunidade na Amazônia

Reproduzido de http://amazonia.org.br/2015/01/dorothy-stang-dez-anos-de-impunidade-na-amaz%C3%B4nia/


No dia 12 de fevereiro de 2015 completa dez anos do brutal assassinato da missionária Dorothy Mae Stang, aos 73 anos de idade.  Ela foi morta com seis tiros à queima roupa, um deles na cabeça, sem a mínima chance de defesa, na zona rural do município de Anapu, no oeste do Estado do Pará.  Dos cinco homens julgados e condenados pela morte, apenas um cumpre prisão em regime fechado, mas por outro crime, outros três respondem a sentença no semiaberto (dormem na cadeia) e um ainda não cumpriu a pena.

[...]

Educadora, a freira ensinou inúmeras gerações de agricultores a ler e escrever e a estudar, com o intuito de torná-los futuramente técnicos agrícolas e poder garantir sua subsistência.

Integrante da Comissão Pastoral da Terra (CPT), ligada à Igreja Católica, em Anapu, Dorothy Stang liderava o primeiro projeto de desenvolvimento sustentável, o PDS Esperança, de agricultura familiar. Ela lutava pela regularização da terra para famílias de trabalhadores rurais e combatia a violência das invasões ao projeto por grileiros, madeireiros e fazendeiros.

[...]

O fazendeiro, comerciante e agiota Regivaldo Pereira Galvão, o “Taradão” foi acusado pela investigação da Polícia Civil do Pará como principal mandante do assassinato de Dorothy Stang.

Em 2010, ele foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado pelo Tribunal de Justiça do Pará. Ficou preso por apenas 1 ano e 4 meses. Ele ganhou a liberdade por um recurso concedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 2012.

[Veja no link acima, a condição atual dos envolvidos no covarde crime]

12 de jan de 2015

PODEREMOS TER NA AMAZÔNIA (BREVEMENTE!?) NOSSO "FRACKING"


Fracking, também conhecido como fraturamento hidráulico, um processo para liberar o gás natural trancado em depósitos de xisto, provocou um boom na produção de gás natural nos Estados Unidos. Mas alguns especialistas temem que a prática resulte em água contaminada e na liberação de metano, fazendo com que algumas localidades tivessem que limitar a produção de gás de xisto.

[Reproduzido de www.amazonia.org.br]

Indígenas que habitam Vale do Javari temem exploração de petróleo na fronteira


Indígenas que habitam a região do Vale do Javari, Oeste do Amazonas, temem que as atividades de empresas mineradoras e petroleiras desenvolvidas próximas ao rio Javari, no lado peruano, causem danos ambientais no lado brasileiro nos próximos dois anos.

O motivo de tanto alarde é que o Governo Federal pretende tirar do papel o plano de exploração de um imenso bloco de 19 mil km², que vai do Norte do Acre ao Sul do Amazonas, situado entre unidades de conservação e as terras indígenas do Javari.

O objetivo da exploração, de acordo com denúncias de lideranças indígenas, é abrir áreas para atividades privadas de gás de xisto, o que preocupa ambientalistas e indígenas da região. Isso porque a atividade requer a introdução do método “fracking” ou fraturamento hidráulico para a extração.

Considerado um dos processos de produção de energia mais agressivos ambientalmente, segundo especialistas, esse tipo de exploração está proibido em vários países do mundo, pois a atividade consiste no uso de uma fórmula contendo componentes químicos (alguns deles radioativos) que são injetados no subsolo, sob a pressão de 5 mil atmosferas para fazer o metano se desprender do solo.

Antes da injeção desse coquetel químico são realizadas violentas explosões no subsolo para quebrar as rochas sedimentares. Tais explosões, segundo depoimento do coordenador da Fundação Nacional do Índio (Funai), Bruno Pereira, são constantes e ouvidas a quilômetros de distância, causando receio entre os indígenas.

“Em nenhum momento os indígenas foram procurados sobre esse tipo de atividade exercida, eles não tiveram acesso às informações sobre os empreendimentos e não foram consultados sobre os possíveis impactos”, afirma Pereira.

Por e-mail, um dos líderes da Comunidade Nativa Matsés (CNM), no Peru, Angel Dunú Maya, respondeu ao A CRÍTICA, que os impactos das atividades petroleiras e de mineradoras desenvolvidas em áreas próximas as comunidades indígenas consistem nas espoliações de terras tradicionalmente ocupadas, poluição da atmosfera e dos cursos d’água, emanações de gases e vapores nocivos, além de incêndios e explosões.

Os Matsés peruanos entendem que os impactos que este tipo de exploração trazem afetam a integridade territorial e o bem-estar das comunidades indígenas. Em resposta, a Pacific Stratus, uma das empresas que atua na exploração de petróleo, admite que, no passado, muitas petrolíferas foram causadores da poluição, mas afirmou que, agora, a atividade petrolífera está melhor regulada pelas leis e vigiada pelas organizações internacionais.

Riscos

As perfurações e as explosões do poço podem causar contaminação dos lençóis subterrâneos de água, segundo especialistas que debateram sobre o assunto durante a 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizado em julho deste ano, em Rio Branco (AC).

A produção de gás xisto exige grandes quantidades de água para injetar nos poços. A água contaminada volta do poço e pode vazar, poluindo os rios da região. “Esse tipo de exploração pode causar impactos nas comunidades que vivem próximas às zonas de exploração, como contaminação da água, peixes, entre outros”, ressaltou Bianca Dieile, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mestre em Engenharia Hidráulica e Saneamento.

Por outro lado, o palestrante Luiz Fernando Scheibe, doutor em Ciências (Mineralogia e Petrologia), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ressalta que o Brasil ainda não tem experiência na exploração de gás de xisto, apenas de gás natural e petróleo. Esse tipo de exploração está, segundo os pesquisadores, em fase de estudo no Brasil.

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