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21/08/2014

BOTO-COR-DE-ROSA E PIRACATINGA: MATA-SE UM MAMÍFERO PARA PODER SE COMER UM PEIXE!!!

Não entendo por que a demora em se descobrir "por que a piracatinga só aceita a carne do boto-cor-de-rosa (ou boto vermelho) como isca"!?

Obs.:  Em conjunto, os ministérios do Meio Ambiente (MMA) e Pesca e Aquicultura (MPA) assinaram instrução normativa que proíbe a pesca e comercialização da piracatinga (Calophysus macropterus) na Amazônia, pelos próximos cinco anos.

A moratória passa a valer a partir de janeiro de 2015.

Muito apreciada na Colômbia, a piracatinga é um peixe desvalorizado no Brasil por se alimentar de animais em decomposição.

Estima-se que em 2011, que para a pesca de 4400 toneladas de piracatinga foram mortos 4250 botos. Se continuar assim, tanto o boto como a piracatinga estarão brevemente ameaçados de extinção.



Matança de botos: mais quatro meses de agonia [ Reproduzido de www.oeco.org.br]


Mais de 3.500 botos vão morrer na Amazônia brasileira durante este segundo semestre, antes de começar a moratória de cinco anos imposta pelo governo federal à pesca da piracatinga. Para capturar o peixe, que se alimenta de animais mortos, pescadores utilizam botos, um crime ambiental que vem sendo denunciado há anos pelaAssociação Amigos do Peixe-Boi da Amazônia (Ampa). Esta projeção é bem superior ao número estimado anteriormente, que indicava a morte de 2.500 botos por ano na região.

A estimativa foi feita pela bióloga Vera Silva, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, a partir de dados de pesca da Secretaria de Produção Rural do Amazonas (Sepror) e pesquisas com pescadores. Segundo dados apresentados pela Sepror, em 2011 foram capturadas aproximadamente 4.400 toneladas de piracatinga no Amazonas. Segundo estudos da equipe de Vera Silva, 39% desse total conseguido com a morte de botos.

Ainda de acordo com a pesquisadora, a maior parte desse pescado foi obtido no segundo semestre. "É quando os rios estão baixando e também, no final do ano, têm o defeso. Aí, os pescadores vão atrás da piracatinga", afirma. De acordo com ela, estudos realizados em um frigorífico em Tefé, interior do Amazonas, indicaram que de 170 toneladas de piracatinga pescados durante um ano, 140 toneladas foram obtidas no segundo semestre.

Para evitar esta catástrofe, a Ampa realiza a campanha Alerta Vermelho. A intenção é obter assinaturas para tentar antecipar a moratória da pesca da piracatinga no Brasil e também sensibilizar autoridades da Colômbia para o problema, já que boa parte do pescado dessa espécie é exportada para o país vizinho. Nesta quinta-feira, a Ampa pretende entregar um abaixo-assinado com 54 mil nomes à Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do Amazonas.

A entrega é também uma reação à mobilização que tenta evitar a moratória. O Conselho Estadual de Pesca e Aquicultura (Conepa) pede a revisão da Instrução Normativa que determinou a proibição da pesca da piracatinga por cinco anos, a partir de janeiro do ano que vem, e a reavaliação da área onde ela será proibida. Segundo os pescadores e empresários do segmento, a solução seria aumentar a fiscalização para evitar a morte dos botos.

Para a bióloga Vera Silva, fiscalizar não é suficiente. "A cada ano, a gente vê na região da Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, a população de botos diminuir 7,5% por cento. Isso não é sustentável", destaca. De acordo com Vera, o agravante é que os pescadores preferem botos jovens, que muitas vezes nem chegaram a idade reprodutiva. Um boto macho demora 10 anos para atingir a idade reprodutiva e a fêmea entre 6 e 7 anos. A gestação demora entre 11 e 13 meses, além disso, a mãe amamente o filhote por dois anos. "A morte de jovens que ainda nem se reproduziram tem um enorme impacto sobre a população", afirma.

20/08/2014

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: EXPERIÊNCIA DE UM PROJETO PRÁTICO

Vez ou outra algum(a) colega me pergunta sobre trabalho que realizei em Educação Ambiental.
Durante o período de um (1) ano em que atuei como professor visitante na UFPB, desenvolvi um projeto em Educação Ambiental numa escola de ensino médio situada no município de Santa Rita (grande João Pessoa). Trabalhei com três turmas de alunos dessa disciplina, nível de Mestrado, no PRODEMA - Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente.

O relatório final desse trabalho está no link:


Algumas fotos da escola, incluídas no relatório.



19/08/2014

"CONVERSAS" DE TARTARUGAS "FALANTES" DO RIO TRMBETAS FORAM DECIFRADAS POR CIENTISTAS BRASILEIROS

[Reproduzido de www.amazonia.org.br]

Cientistas brasileiros conseguiram decifrar conversas de tartarugas “falantes” no Pará – inclusive o papo entre mães e filhotes recém-nascidos.


Gravações feitas no rio Trombetas indicam que, na época de fazer os ninhos, as tartarugas de rio trocam informações pela voz, comunicando-se com pelo menos seis sons diferentes.

Os pesquisadores da organização de conservação Wildlife Conservation Society (WCS) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) acreditam que algumas dessas conversas são as mães tartarugas ensinando os filhos a como chegar na água.

Ouça ‘conversa’ de tartarugas

Para escutar a "conversa", acesse: http://amazonia.org.br/2014/08/cientistas-decifram-conversa-de-tartarugas-falantes-no-par%C3%A1/

Como muitas espécies de tartarugas vivem por décadas, os pesquisadores também acham que jovens tartarugas aprendem estas habilidades de comunicação oral com indivíduos mais velhos.

Segundo eles, este é o primeiro registro de cuidado “materno” entre tartarugas, sugerindo que por isso os animais são vulneráveis aos efeitos da poluição sonora.

Os resultados foram publicados recentemente na revista científica Herpetologica.

Sons diferentes

As gravações indicam que os animais podem ter vidas sociais mais complexas do que se pensava.

A equipe de pesquisadores realizou o estudo no rio Trombetas entre 2009 e 2011. Eles usaram microfones e hidrofones subaquáticos para registrar mais de 250 sons individuais dos animais.

Os cientistas analisaram estes sons e os dividiram em seis tipos diferentes, relacionando cada categoria a um comportamento específico.

Outro som era emitido por adultos quando eles estavam esperando nas praias pela chegada de seus filhotes.

“Os significados [exatos] não são claros, mas elas estão trocando informações”, disse à BBC Camila Ferrara, do WCS Brasil.

“Achamos que o som ajuda os animais a sincronizarem suas atividades na época de fazer ninhos.”

Ferrara acredita que as fêmeas emitem sons específicos para orientar a filhotes a chegar água e também a se locomover pela água.

“As fêmeas esperam os filhotes”, disse a estudiosa. “E sem esses sons eles podem não saber para onde ir.”

Por: Victoria Gill
Fonte: BBC Brasil

ALGUÉM DENUNCIAR ÀS AUTORIDADES QUE SERÁ ASSASSINADO...NA ZONA RURAL, NÃO SURTE O EFEITO DESEJADO: SOBREVIVER!!!

[Toda a matéria em http://amazonia.org.br/2014/08/presidente-de-associa%C3%A7%C3%A3o-rural-e-esposa-s%C3%A3o-mortos-ap%C3%B3s-denuncia-contra-pms-e-pol%C3%ADticos-do-mt/]

Presidente de associação rural e esposa são mortos após denúncia contra PMs e políticos do MT




O Presidente da Associação ASPRONU (Associação de Produtores Rurais Nova União), Josias Paulino de Castro, 54 anos, e sua esposa, Ireni da Silva Castro, 35 anos, foram assassinados neste sábado (16), no Distrito de Guariba, no Município de Colniza. Os corpos foram encontrados crivados de tiros de arma de fogo calibre 9mm, que é de uso restrito. “Será que eu vou ter que ser assassinado para que vocês acreditem e tomem providências”, havia dito a vítima na semana passada.

A execução revoltou moradores da região, já que todos sabiam que o casal, ainda neste mês de agosto, havia ido até Cuiabá realizar várias denúncias ao ouvidor Agrário Nacional, desembargador Gercino José da Silva. Segundo informações do site O Pantanal Online, ele teria denunciado alguns políticos da região, por extração ilegal de madeira. Também denunciou a Polícia Militar por irregularidades em órgãos do governo por emissão irregular de títulos definitivos das terras na região.

[...]

16/08/2014

DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA REGISTRADO PELO IMAZON E O "SUCESSO DA REDUÇÃO DO DESMATAMENTO" COMO A ONU PENSA ESTAR OCORRENDO

Difícil entender como a ONU divulga isto:

Brasil é principal exemplo de sucesso na redução do desmatamento, aponta ONU
Por Redação junho 5, 2014 13:03 Atualizado   Relatório indica que o governo brasileiro reduziu o
desmatamento na Amazônia por meio da criação de áreas de proteção 
ambiental a partir da segunda metade da década de 1990, com grande 
intensificação neste século...

Enquanto por aqui se sabe que: 

Desmatamento na Amazônia: Repique do ano passado deve se manter em 2014




12/08/2014

DEVASTAÇÃO NA AMAZÔNIA




http://www1.folha.uol.com.br/seminariosfolha/2014/06/1465110-devastacao-amazonica-soma-area-equivalente-a-duas-alemanhas.shtml 

[Veja toda a matéria no link acima]

11/08/2014

O "VELHO CHICO" QUE DÁ VIDA AO SERTÃO

Matéria informativa bastante útil, sobre o rio São Francisco, em:

O rio São Francisco tem 2,7 mil quilômetros de extensão e corta cinco estados brasileiros: Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Desde sua nascente em São Roque de Minas (MG), em local conhecido como “Chapadão do Zagaia”, até sua foz no Oceano Atlântico, na divisa entre Sergipe e Alagoas, são mais de 500 municípios banhados pela bacia, onde vivem 14 milhões de habitantes, população maior que a de países como Cuba, Suécia, Chile, Grécia e Paraguai. O Velho Chico foi descoberto por Américo Vespúcio. Em suas margens pernambucanas formou o primeiro povoamento que usaria suas águas como fonte de vida.
[...]

O rio São Francisco caminha para o mar, irriga a terra árida e realiza um verdadeiro milagre de São Francisco: dá vida ao sertão. Alguns olhos-d'água escondidos pela vegetação baixa e ressecada do Chapadão da Zagaia, Serra da Canastra, Minas Gerais, geram um dos maiores rios do Brasil, cerca de 640 mil quilômetros quadrados, que ocupa 8% do território brasileiro, o rio da unidade nacional, o Velho Chico. Mais que um rio, o Velho Chico é um fato cultural, como o Velho Nilo, seu irmão africano - a medida é outra, mas o sentido é o mesmo.

Nascente - O rio São Francisco nasce num brejo da Serra da Canastra, a cerca de mil metros de altura, logo ao deixar a serra despenca 200 metros na cachoeira Casca d'Anta, desce em degraus e, entre Pirapora (MG) e Juazeiro (BA), flui suavemente, permitindo que barcos de todos os tamanhos naveguem suas águas. Era esse o trecho percorrido até pouco tempo pelas famosas gaiolas. Hoje, o Parque Nacional da Serra da Canastra preserva a nascente do grande rio, guarda vales de excepcional beleza, florestas nativas, campos e, para arrematar, tamanduás, tatus-canastra e lontras, ao vivo, em cores e sem grades. 

[...]

Nas fotos que se seguem são mostrados mapas da bacia do rio São Francisco e do projeto de sua transposição.




06/08/2014

MEGAPROJETO DA HIDROVIA PARANÁ-PARAGUAI EM REAVALIAÇÃO






[Reproduzido de http://www.riosvivos.org.br]



Originalmente foi concebido pelos 5 países da bacia do rio da Prata (Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Brasil),na década de 1980, com o objetivo de transformar os rios Paraná e Paraguai em um canal industrial de navegação, permitindo a circulação de grandes comboios durante todo o ano e nas 24 horas do dia. 
Para tanto previa pesadas obras de engenharia, como, por exemplo, o derrocamento, dragagem e canalização estrutural em centenas de trechos ao longo de todo o sistema formado pelos 3.400 km dos dois rios. O Pantanal, parte do sistema, seria a região mais impactada.
 
Com idas e vindas o projeto não prosperou principalmente pela reação contrária da sociedade, sendo que o governo brasileiro por duas vezes anunciou a desistência. Mais recentemente novas iniciativas governamentais surgiram nos marcos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e também no campo privado através de um fundo de investimentos (P2Brasil / HBSA) que  conta com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). De parte do governo brasileiro foram realizados novos estudos, destinação de recursos e adequação da legislação para enquadramento das obras. Algumas obras obtiveram licenciamento como a construção de um canal de mais de 4 quilômetros.
 
Talvez os primeiros ruídos já possam ser ouvidos com as tentativas de expulsão de uma comunidade na região de um dos portos do Pantanal.
 
A Ecoa monitora e atua frente ao megaprojeto desde que foi criada (1989). Diante dos fatos mais recentes a organização entende que é necessário realizar ações de esclarecimento da população, sendo que este trabalho é uma das ferramentas para tanto.
 
Em novembro acontecerá um evento sobre o Pantanal, onde haverá um debate sobre os principais problemas da região pantaneira, sendo a Hidrovia um dos temas centrais. Na ocasião participarão várias instituições, dentre elas a Coordenação das Comunidades Tradicionais do Pantanal (CCTP).